Você tem um lado C (cafona)?

Todo mundo tem seu lado C

Carla Bruni usando botox exageradamente. Foto/Reprodução Metro

Pinguim em cima da geladeira, capa no botijão de gás, combinar cinto com sapato etc. Há uma lista enorme de coisas e comportamentos que são considerados cafonas, mas sempre tem alguém que gosta. Mesmo que não admita. Assim é possível afirmar que todo mundo tem um lado cafona.

Procurando bem todo mundo encontra um gosto kitch (termo alemão para brega). A escritora e redatora publicitária Clarissa Corrêa, 31 anos, afirma que tem um lado inadequado ao bom gosto. "Quem diz que não tem está mentindo descaradamente", opina.

Ao ser questionado sobre o que é ser cafona ela não hesita: "Tem muita coisa cafona no mundo. Raiz do cabelo aparecendo, muito botox, saia curta demais, unha compridona e decorada, etc.". E completa: "Acho que ser cafona mesmo é dizer que algo é chique. É ser deslumbrado, gostar de aparecer a todo instante, ser interesseiro e metido. Isso, sim, é cafona demais."

Adriana Andrade Vieira, 27 anos, estilista, também confessa: "Adoro uma coisa brega!". Ela afirma que aprecia usar um acessório mais ultrapassado para dar uma diferenciada no look. "Pode ser qualquer coisa, um sapato, um cinto ou até um chapéu", conta Adriana.

Clarissa tem a sua listinha de gosto cafona. "Adoro pijamas e meias de criançola: com bichinhos, lacinhos e fofuras em geral. Gosto de programa de TV cafona e bizarro. Adoro uma calça bem velha rosa pink, que está toda furada (uso pra ficar em casa). Ando com a foto do meu marido na carteira. O amor é cafonão, né?", comenta.


"Bocas e biquinhos para fotos, andar com as unhas descascadas, usar decote exagerado e pessoas acima de 10 anos usando crocs", é a relação de Clarissa sobre as coisas mais bregas do mundo! Embora a redatora acredite que todo mundo tem um lado cafona e ache até graça disso, ela afirma que tudo tem limite. "A gente vai até onde começa o espaço do outro. Vergonha é invadir o espaço alheio. E expor os outros ao ridículo. Quer um exemplo? Aqueles carros de mensagem. Não tem nada mais cafona que expor uma pessoa", opina.

Mariana Boock, 26 anos, contadora, concorda com Clarissa. "Acho aqueles carros de mensagem com alto falante a coisa mais tenebrosa do mundo. Iria morrer de vergonha se ele aparecesse na porta da minha casa, no meu trabalho ou em qualquer outro lugar. É muito cafona", expõe.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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