Você gostaria de mudar algum comportamento?

Você gostaria de mudar algum comportamento

Outro dia, ouvi em um curso que participei que foi feita uma pesquisa nos Estados Unidos e constatou-se que 39% dos homens não lavavam as mãos após terem usado o banheiro público. Então, foi feita uma campanha cognitiva de marketing para conscientização da importância de se lavar as mãos após o uso dos banheiros e dos riscos que o próprio usuário tem e produz com essa atitude. Depois de um tempo, foi feita novamente a pesquisa e constatou-se o aumento para 44% o número de homens que lavavam as mãos depois de usar o banheiro público. Os pesquisadores continuaram o estudo, pois verificaram uma pequena mudança comportamental diante a campanha cognitiva.

O próximo passo seria usar uma técnica comportamental condutiva para provocar mudança de atitude. E o que seria isso? Foi instalado nas torneiras dos banheiros públicos um sensor que, quando o usuário fosse sair do banheiro sem lavar as mãos, a porta não abriria e aparecia uma indicação para ele voltar. A saída somente era liberada após lavarem as mãos. Depois de um tempo, este sensor pode ser desconectado porque as pessoas já lavam automaticamente as mãos após o uso do banheiro.

Radical? Não sei!! Quem já lavava as mãos nem percebia esta restrição ou radicalidade, mas quem não lavava era obrigado a mudar!

Perto da minha casa, em São Paulo, tem uma comunidade que tem recebido - voluntariamente - da Eletropaulo chuveiros econômicos, com uma tecnologia que limita o uso do chuveiro por 10 minutos. Passado este tempo ele desliga e só volta a funcionar depois de 5 minutos.

Radical? Quem toma banho em menos de 10 minutos nem vai perceber a radicalidade ou restrição, mas quem costuma demorar no chuveiro vai mudar de atitude.

É assim também em tantos outros aspectos, como no carro. Nós só aprendemos a usar cinto de segurança depois que começaram a cobrar multas e a dar pontos na carteira, até então os cintos de segurança eram adornos para muitos.

Faça uma reflexão

Tem algum comportamento que você gostaria de mudar na sua empresa, na sua família ou em você mesmo? Que tipo de aprendizagem comportamental você indicaria para isso?


Por exemplo, eu tinha o mau hábito de ver televisão até tarde e às vezes dormia com ela ligada. Há muito tempo fiz um favor para mim: tirei a televisão do quarto e isto me trouxe muitos outros benefícios. Eu quero aprender mais. Vamos trocar ideias?

Colunista do Vila Sucesso e Vila Equilíbrio, Leila Navarro é palestrante motivacional e comportamental, além de ser empresária e Presidente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Capital Humano.

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