Violência na internet: por que as mulheres sofrem tanto?

Veja quais são as forma de violência online
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O anonimato na internet incentiva muitos a agirem como trolls: pessoas que aproveitam a falta de identidade na web para tecerem comentários maldosos, agressivos, violentos e ofensivos. Se você se expõe online de alguma forma, tem chances de já ter sido vítima da violência na internet


Agora, se você é uma mulher, suas chances são maiores. É o que aponta uma pesquisa do centro PewResearch, divulgada no final de 2014. Segundo o levantamento, uma em cada quatro mulheres será perseguida online ou sofrerá assédio sexual na internet, como ameaças de estupro. As internautas totalizam 25% dos usuários da rede que já foram perseguidos e 26% dos alvos de assédio sexual, enquanto os homens representam 7% e 13%, respectivamente. 

Outro fato que comprova essa tendência das mulheres serem as maiores vítimas desse tipo de crime cibernético é um experimento feito por pesquisadores da Universidade de Maryland. Em 2006, eles criaram perfis falsos em salas de bate-papo e concluíram que nomes femininos recebem em média 100 mensagens violentas de cunho sexual, enquanto os masculinos apenas 3,7. A análise de comentários em sites de notícias também reforça essa tese. 

Um estudo de pesquisadoras da Faculdade de Skidmore, nos EUA, analisou mil comentários de internautas e concluiu que mulheres tendem a postar mensagens mais positivas do que os homens, que tendem para o negativismo principalmente quando o assunto é sexismo. O levantamento encontrou 5% de mensagens abertamente misóginas, mas para chegar nessa porcentagem considerou apenas as que diziam claramente que mulheres são inferiores.

Dentro dessa temática, uma campanha britânica com a atriz Maisie Williams, de Game of Thrones, busca mostrar em episódios de uma hora a vida de uma vítima de cyberbullyng. Os vídeos expõem com detalhes como é uma adolescente sofrer bullying online. Vale ficar de olho para entender esse assunto cada vez mais atual e presente na vida de todos. 

Por Ana Gissoni

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