Sexismo cotidiano: você sabe como denunciá-lo?

Veja aqui algumas maneiras de se livrar do problema que afeta milhares de mulheres no mundo inteiro
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Cantada, assédio sexual, passadas de mão, comentários ofensivos. A grande maioria das mulheres já passou por alguma dessas situações na vida. Antes vistos como “fatos normais ”, essas situações ganham cada vez mais mulheres aptas a lutar contra o sexismo cotidiano e, claro, denunciar esses momentos como agressões. 

Uma campanha que ficou bastante conhecida na internet foi a “Chega de Fiu-Fiu”, na qual mulheres denunciavam comentários agressivos, assédios e até mesmo estupros. Com o avanço da internet e o empoderamento feminino, as internautas se uniram para expor esses momentos machistas e nem um pouco aceitáveis. 


Um projeto batizado de EverydaySexism (“Sexismo cotidiano”, em tradução livre), busca catalogar depoimentos de mulheres que sofreram esses abusos. A página foi traduzida para 19 países – incluindo o Brasil – e divulga depoimentos recebidos por Twitter e e-mail. Na página de apresentação, o projeto diz que tais situações são graves, extremamente ofensivas ou até mesmo intrínsecas em nossa cultura, o que faz com que muitas mulheres achem o ato de protestar “desnecessário”. 

Para quem acha a denúncia mais do que necessária, as internautas podem desabafar usando um pseudônimo ou o próprio nome. O objetivo do projeto é mostrar para o mundo que o sexismo existe, sim, é vivenciado todos os dias por mulheres, e é um problema que deve ser colocado em pauta. 

Na página inicial do site já é possível ler comentários de mulheres que se sentiram humilhadas, chocadas e oprimidas em diversas situações. Por ofensas na rua, palavras de baixo calão sobre seus corpos, seu peso ou pelo machismo presenciado no dia a dia. 

Por ser um projeto global é importante divulgar a pauta para que a ideia do sexismo seja cada vez mais discutida entre as famílias e a sociedade. Com informações sobre como essas situações são incômodas, agressivas e que não deveriam existir é mais fácil fazer com que as futuras gerações não aceitem conviver com esse sexismo cotidiano. 

Achou o projeto interessante, quer encontrar mais informações ou ler os depoimentos na página? Acesse aqui o site e, o melhor, ele está em português! 

Por Helena Dias

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