Sacolas plásticas têm dias contados nos supermercados

Sacolas plásticas têm dias contados nos supermerca

As sacolas plásticas em supermercados estão perto do fim. O presidente da Associação Paulista de Supermercados, APAS, João Galassi, e governador Geraldo Alckmin assinaram um protocolo de colaboração para banir o uso das sacolas plásticas em todo o estado.

O protocolo determina que a oferta das sacolinhas em São Paulo acaba em 25 de janeiro de 2012. Mas a Câmara dos vereadores paulistana quer aprovar a lei que veta a venda e distribuição das mesmas na cidade. Alguns vereadores, alguns ligados a sindicatos de trabalhadores da indústria petroquímica, são contra o projeto. Segundo o projeto, os estabelecimentos que fornecerem as sacolas ficarão sujeitos ao pagamento de multas que variam entre R$ 50 mil e R$ 50 milhões.

No Brasil, 13 capitais já tem em vigor leis que restringem ou proíbem o emprego das sacolas. Outras 9 grandes cidades já tem projetos nesta linha e o debate sobre o tema mobiliza o setor supermercadista.

As empresas do varejo se organizam e não resistem ao fim das sacolas, pelo contrário, as redes aceitam a medida e algumas até se anteciparam a ela, oferecendo ecobags aos clientes. A APAS é a favor do protocolo.


As sacolas plásticas foram difundidas no Brasil a partir dos anos 80, elas são feitas de polietileno (um derivado de petróleo) de baixa intensidade e sua degradação no ambiente demora pelo menos 100 anos, o que causa danos a fauna e a flora. No país são fabricadas 210 mil toneladas de plástico-filme ao ano, com os quais se confeccionam cerca de 18 bilhões de sacolas. O processo e fabricação geram grande quantidade de resíduos e utiliza muita energia. Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT) e Rio de Janeiro já baniram as sacolas.

Por Catharina Apolinário

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