Reforma da cozinha com marceneiro ou em lojas de planejados?

Reforma da cozinha sem traumas

Foto: FreeDigitalPhotos http://bit.ly/JHVdLe

A cozinha é um dos espaços mais valorizados da casa, pois além de servir para as funções primordiais que é preparar refeições, ela se tornou um lugar de convivência. Mas para que isso ocorra, é necessário que o ambiente seja bem organizado, agradável e com uma arquitetura bem planejada.

Por isso, se você pretende realizar uma reforma na cozinha e não sabe por onde começar ou está com medo de reparar o ambiente e a casa virar um caos devido à bagunça, pó e sujeira, fique tranquila! Consultamos a empresa de arquitetura "Oficina Coletiva Arquitetos", fundada por Antonio Júnior e Bruno Wilson e daremos algumas dicas a você.

Antes de tudo, contrate uma empresa especializada para fazer o serviço. Lojas de cozinhas planejadas, normalmente oferecem uma facilidade para o pagamento e possuem garantia do trabalho. "Caso o cliente não tenha feito o projeto da cozinha com um arquiteto, o que deve ser evitado, a maioria dessas lojas possui projetistas que poderão lhe auxiliar", afirma o arquiteto Bruno Wilson.

Segundo o profissional, o importante é pesquisar antecipadamente sobre a reputação da loja, cumprimento de prazos de entrega, qualidade e também sobre a opinião dos consumidores antes de fechar o negócio. "O ruim dos móveis planejados é que eles são presos a uma modulação, ou seja, é possível que o espaço não seja totalmente aproveitado, além de você ficar aliado aos detalhes e acessórios da loja", relata.

Já com o marceneiro, a vantagem é que toda a área pode ser aproveitada, além da criação de projetos e detalhes mais personalizados, porém as condições de pagamento e garantia são poucas. "Por esse motivo, sempre tenha um projeto feito por um arquiteto antes de consultar qualquer marceneiro", alerta Wilson.

Bruno explica que para quem deseja ter a cozinha reformada em pouco tempo, não deve contratar o marceneiro, pois o prazo estipulado é bem maior do que de uma loja que possui maquinários e módulos específicos para o desenvolvimento das peças. "O ideal é buscar profissionais sérios e, de preferência, com recomendação de alguém confiável, diz ele. "Com a crescente demanda, não só marceneiros, mas lojas especializadas têm tido problemas em cumprir prazos", acrescenta.

Outras dicas valiosas destacadas por Wilson estão relacionadas ao acompanhamento da reforma que precisa ser constante e com a presença de um arquiteto ou responsável pela obra. Além disso, o pagamento pelo serviço não pode ser realizado todo de uma vez. "Combine com o marceneiro a possibilidade de acompanhar a produção e pesquise sobre o material que está sendo empregado nos móveis, como puxadores e ferragens" declara.

O arquiteto também afirma que se a intenção é deixar a cozinha bem personalizada a melhor opção é contratar um marceneiro que desenvolva o projeto do jeito que você desejar. "As lojas especializadas podem fazer o mobiliário com a ‘sua cara’, mas vão adaptá-la ao seu módulo já existente", diz.

Alguns cuidados com a escolha dos materiais também devem ser tomados, como explica Bruno: "Utilize materiais que sejam mais resistentes à água. Há uma grande diversidade de materiais para cozinhas, porém os mais utilizados são com revestimentos melamínicos (também conhecido como fórmica) e as pinturas em laca", esclarece ele. "Materiais de qualidade baixa e mão-de-obra não especializada fazem com que o projeto não saia como foi desejado", complementa.

Ele ainda relata que os materiais mais utilizados para revestimentos da cozinha são: cerâmicos, porcelanatos, pastilhas diversas e pedras. "Tudo depende do projeto e de quanto o cliente está disposto a investir", declara Bruno, afirmando que muitas melhorias podem ser feitas com pouco investimento.


E se você está em dúvida em relação à cor que irá escolher para o ambiente, o arquiteto afirma que o branco ainda é utilizado em muitas decorações, mas se a intenção é inovar, aposte em outras cores como amarelo, azul, verde, entre outras. "O branco ainda predomina, mas as outras cores estão cada vez mais presentes, principalmente nos mobiliários e objetos de decoração", finaliza Bruno Wilson.

Por Stefane Braga (MBPress)

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