Quando o Natal não é sinônimo de felicidade

Quando o Natal não é sinônimo de felicidade

Se para algumas pessoas a época de Natal e Ano Novo é um período de alegria, para outras é exatamente o oposto. Algumas pessoas ficam tristes e é comum aumentar os casos de depressão ou agravamento da doença nessa época.

O psiquiatra Dr. Acioly Lacerda explica que embora não haja uma investigação que prove este aumento dos casos ele é percebido. "Podemos suspeitar que o motivo seja reviver momentos negativos, perdas ou mesmo constatar que as metas tão festejadas na virada do ano que passou não foram alcançadas."

O médico explica que caso a pessoa seja diagnosticada com depressão, o tratamento costuma combinar a psicoterapia e medicamentos. Mas Lacerda explica que há maneiras de prevenir a doença. "É importante termos metas sempre, mas é muito importante que estas metas e planejamento sejam razoáveis, atingíveis. Uma das 'fórmulas' mais 'eficazes' para causar frustração e baixa auto-estima é sempre estabelecer metas inatingíveis, estabelecer um rígido padrão de auto-cobrança e o 'imediatismo', sem considerar que atingir metas é parte de um processo que culmina com as próprias metas."

Tudo isso pode aparecer em pessoas que colocam muita expectativa no final do ano, acreditando que tudo será diferente no próximo. Isso pode fazer com que o estresse e a ansiedade aumentem, contribuindo para a época ficar ainda menos alegre. "A expectativa gerada pela frustração em relação a metas não cumpridas e a renovação de 'promessas de maiores conquistas' certamente tendem a deixar as pessoas mais ansiosas."


Outra recomendação do médico é gerenciar o estresse, especialmente o relacionado a perdas e lembrança recorrente das mesmas. "Para pessoas vulneráveis, é interessante procurar um profissional treinado em psicoterapia cognitiva, pessoa que trabalha a reestruturação da maneira de pensar e reagir a adversidades e a própria maneira de encarar a vida como um todo."

Por Larissa Alvarez

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