Prêmio Nobel da Paz é dividido entre três mulheres

Paz e igualdade de gênero concedem a 3 mulheres o

Foto/ Reprodução site oficial do Prêmio Nobel da Paz

Este ano o Prêmio Nobel da Paz será dividido por três mulheres. A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman. A escolha deste ano é um sinal a favor da luta pela igualdade de direitos entre os gêneros. As premiadas se justificam por "lutas não violentas pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres de participar do trabalho de construção da paz".

A primeira mulher eleita presidente na África, Ellen Johnson, e a ativista Leymah Gbowee são reconhecidas pela atuação para mobilizar mulheres liberianas contra a guerra civil no país. Já a ativista Tawakkul Karman participa ativamente da luta pelos direitos das mulheres e pela democracia no Iêmen.

As vencedoras do prêmio receberão uma medalha de ouro, um diploma e dividirão 10 milhões de coroas suecas, que valem em torno de R$ 2,7 milhões. Esta edição do Nobel da Paz teve recorde de indicações, com 241 indivíduos ou instituições.

A esperança do Comitê Norueguês do Nobel é de que o prêmio para estas mulheres ajude a pôr fim à repressão das mulheres e faça o mundo perceber o grande potencial para a democracia e a paz que as mulheres podem representar. O site oficial do Nobel afirma que "não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo, a menos que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens de influenciar a evolução em todos os níveis da sociedade."

Leymah Gbowee: uma criança sem esperança e assediada por sua pele clara

Leymah Gbowee, uma das vencedoras do Nobel da Paz de 2011, é liberiana e foi uma criança frágil e doente. Ela teve rubéola, malária e cólera e ainda sofria assédio por ter a pele mais clara que o normal visto a população da etnia Kpellé. Mas o apelido de "guerreira da paz" apontou ao mundo a mulher de coragem que é. A militante pacifista mobilizou em 2003 as mulheres de seu país através da oração e até de uma greve de sexo, contribuindo para o fim das guerras civis que devastaram seu país.


Vestidas de branco, as mulheres foram chamadas por Leymah a orar pela paz, sem distinção de religião, em um país dividido entre uma maioria cristã e uma minoria muçulmana. Em 2002 a greve de sexo levou as liberianas a negar sexo aos homens até que cessassem os combates, isso obrigou Charles Taylor, ex-chefe de guerra convertido em presidente, a envolvê-las nas negociações de paz.

Por Catharina Apolinário

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