O que mudou sete anos depois da lei antifumo

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Neste mês a lei antifumo completou cinco anos no Estado de São Paulo. Uma pesquisa realizada pelo IBGE e o Ministério da Saúde, em 2008, mostrou que mais de 24% dos trabalhadores brasileiros estavam expostos à fumaça de produtos derivados do tabaco do cigarro. Hoje é possível ver que a lei antifumo melhorou o convívio entre as pessoas, tornando-o mais saudável em ambientes fechados.

A lei acabou beneficiando também os fumantes, pois foi observado aumento na procura por tratamento e consequente redução do fumo. Para o dr. Oliver Nascimento, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia ainda falta melhorar a oferta de tratamento. "Quem quer parar de fumar, nem sempre encontra opções para realizar essa tarefa árdua. Também não há medicamentos para todos", explica.

Pesquisas realizadas pelo Instituto do Coração (INCOR), do Hospital das Clínicas de São Paulo, com o Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CEVS) revelaram que a proibição do fumo em locais fechados reduziu em 73% a concentração de monóxido de carbono (CO) nos ambientes fechados. Com isso, reduziu a concentração das substâncias tóxicas às quais fumantes e não fumantes estavam expostos.

Isso é muito significativo, segundo o dr. Frederico Fernandes, diretor científico da SPPT, que alerta que o convívio com fumantes aumenta em 30% o risco de ter câncer de pulmão e em 24% de um infarto do coração entre os não fumantes, apenas por conta do tabagismo passivo.

Hoje, a proibição é federal, atingindo os 191 milhões de brasileiros, entre eles os não fumantes, fumantes passivos e os 15% de fumantes da população. A lei proíbe não apenas o fumo nos estabelecimentos, mas também as propagandas sem advertência em pontos de venda.

No entanto, apesar de ter sido sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em dezembro de 2010, a reforma ainda não foi regulamentada.


Por Vila Mulher

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