O medo de envelhecer

Branca de Neve o medo de envelhecer das mulheres

Foto Divulgação Fox Film

O sucesso do filme "Branca de Neve e o Caçador" nos cinemas trouxe de volta a tradicional personagem da Madrasta, que faz de tudo para não envelhecer e odeia a mocinha justamente por que é mais bonita que ela. Na vida real, muitas mulheres também temem a velhice e utilizam todas as ferramentas para evitar os sinais do tempo, mas será que estão felizes?

Quanto mais surgem novas tecnologias voltadas a beleza feminina, mais as pessoas querem experimentá-las, já que as promessas quanto aos resultados são sempre muito tentadoras. "Hoje o mundo se tornou extremamente concorrente de si mesmo, as pessoas querem estar melhores que elas mesmas, se modificando e achando que quanto mais melhorarem não parecerão mais velhas, mas esquecem que a idade está na cabeça e nas atitudes também", argumenta a psicóloga Cybele Micai.

De acordo com a especialista, a falta de autoestima entre as mulheres, acaba alimentando o mercado da beleza, que cobra cada vez mais caro pelos tratamentos variados, que se não usado com limites e ponderação, podem gerar sérios transtornos emocionais e psicológicos.

"A frustração e a insegurança são os alimentos emocionais para que essas mulheres se tornem escravas da beleza. O medo de perder, de se desvalorizar e a necessidade de estar sempre mais bonita que alguém ou que ela mesma, faz com que se torne obsessiva a ideia de rejuvenescer", salienta Cybele.

E dinheiro não é mais problema para quem busca tratamentos estéticos ou cirurgias plásticas para melhorar o que considera que está ruim no seu corpo, já que as clínicas passaram a facilitar o pagamento dos procedimentos em diversas vezes, com financiamentos que duram anos.

"O aumento por procedimentos cirúrgicos estéticos não tem nada a ver com a condição financeira, está mesmo ligado a autoestima, a beleza está ligada ao bem estar e aceitação, o que causa a ânsia pela estética perfeita e a necessidade de embelezar, o que nem sempre dá certo", reforça a psicóloga.


Porém, é possível envelhecer bem, bonita e feliz, sem tantas intervenções cirúrgicas. Para Cybele, tudo depende do emocional e do equilíbrio da mulher. "Ela estando bem em seu trabalho, em seus relacionamentos afetivos, ela se completa e a estética por mais cuidada que seja, não irá escravizá-la a ponto de se tornar necessidade ao invés de qualidade, deixará de ser obsessão e vai virar cuidados com a saúde", finaliza Cybele.

Por Carmem Sanches

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