Novos tempos, novas atitudes

Este é um momento de transição na história humana e planetária, simbolizando um tempo de intensos questionamentos, de ruptura com velhos padrões de pensamento e formas de entendimento da vida, que exigem a reciclagem dos indivíduos, da sociedade e das organizações, pois novos paradigmas irrompem na consciência planetária.

Na grande “teia” que é atualmente o mundo veloz e globalizado, os seres humanos buscam encontrar o seu verdadeiro propósito, aquilo que sua sensibilidade aponta, frente ao bombardeio de informações e de uma racionalidade que já não consegue explicar a vida.

Os indivíduos reavaliam seus objetivos, propósitos, valores e a utilização de seus recursos, pois percebem que uma visão meramente materialista, racional e limitadora da vida não consegue mais trazer satisfação, num mundo sem garantias, mas aberto às mentes e corações inovadores, criativos, originais.

A (re)descoberta de verdades acerca da realidade e do Universo terá o poder de libertar a humanidade da escravidão da ignorância, a fim de que se compreenda a vida sob um aspecto mais holístico, percebendo a conexão existente entre todas as coisas, fato que a própria ciência vem comprovando.

Entretanto, há ainda uma jornada a ser percorrida para que a humanidade viva um tempo de fraternidade e de respeito às diferenças, com a abolição dos preconceitos, sejam estes de ordem ideológica, religiosa, racial, sexual. Assistimos já a um embrião desta nova visão, embora haja ainda muitas lutas e revoltas, geradas pela intolerância.

Num mundo em contínuo movimento e mudança, não é a busca de estabilidade e segurança que garante a paz. Saber adaptar-se, aprimorando-se e evoluindo é condição essencial neste novo tempo.

A coragem de viver segundo a essência - e não as aparências - é um desafio aos humanos acostumados à superfície...Devemos também aprender a lidar de forma mais evoluída com as emoções, sentimentos e sensibilidade. Resistir às mudanças não revela-se atitude sábia. Romper as cascas e as amarras que nos aprisionam exige discernimento, coragem e o salto no novo, utilizando o arbítrio que nos foi concedido.

Este momento exige o mergulho nas profundezas de cada ser, para que se possa extrair os tesouros que jazem adormecidos, ocultados sob máscaras de indiferença, solidão, incompreensão, falta de amor e materialismo.


O autoconhecimento é instrumento fundamental nesta jornada. E a astrologia se propõe a mapear as diferentes vias que constituem o traçado da história humana.

Isabel Mueller é astróloga, escritora e poeta. Trabalha com Astrologia desde 1992, dá cursos e palestras e atende a consultas de Mapa Astral, Trânsitos, Revolução Solar e Sinastria. É formada em Psicologia, integrante do Nears (Núcleo de Estudos Astrológicos do Rio Grande do Sul), do Conselho Deliberativo da CNA (Central Nacional de Astrologia). Autora dos livros de poesias "Céu da Boca" e "Alumbramento".

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