Música para curar o corpo e a mente

Música para curar o corpo e a mente

Música para curar o corpo e a mente

Desde sempre a música faz parte do repertório da vida. E pensar que ela pode modificar a mente e a alma já era uma ideia firmemente aprovada por filósofos e estudiosos como Confúcio, Pitágoras e Platão. Pesquisas mais recentes mostram que os diferentes ritmos e melodias podem, além de alterar o nosso humor (colocando-o lá em cima ou lá embaixo), também melhorar a saúde do organismo. Parece mentira, mas a música tem realmente propriedades terapêuticas.

Wolfgang Amadeus Mozart sempre foi um talentoso compositor. Suas primeiras aventuras começaram aos 4 anos e, a partir dos 6, ele já tinha composto um minueto e um trio. A influência musical de Mozart foi tamanha que, em 1950, na França, tiveram início pesquisas com as complexas estruturas musicais compostas por ele. O médico Alfred Tomatis foi quem saiu na dianteira e deu início a experiências de estimulação auditiva em crianças com problemas de audição e comunicação, através da música composta por Mozart, o que ficou conhecido, mais tarde, por "Efeito Mozart".

Outros centros espalhados pelo mundo também começaram a pesquisa, depois disso, a influência da frequência musical criada por ele. São experimentos com dislexia, autismo, epilepsia e síndrome de down. O objetivo do "Efeito Mozart" é interligar a mente e o coração, equilibrando o organismo de tal forma que a recuperação começa a ser notada.

Segundo a idealizadora do site Concertino, Elza de Moraes Fernandes Costa, a música clássica teria uma vibração diferente das demais e ajudaria no fortalecimento e consequente saúde do organismo. Elza conta que cresceu ouvindo música clássica. Com o pai pianista e a irmã professora de piano, ela se tornou uma musicista também, mas teve a época em que ela parou por um momento e deixou de lado o instrumento.

Ao se deparar com uma lesão causada no nervo trigêmeo por uma artroscopia mal sucedida, seguido de uma fibromialgia ocasionada pela dor crônica, a pianista recorreu novamente à música para se tratar. "Tenho problema de dor crônica. Fiz cirurgia, procurei médicos, remédios e nada adiantou. Comecei a sentir o efeito da música no meu organismo enquanto eu tocava. Primeiro imaginei que fosse impressão minha, mas fui me dedicando, tocando mais e pensei ‘deve acontecer algo ao organismo referente a música’."

Nessa mesma época, Don Campbell escreveu o livro "Efeito Mozart", relatando como o coágulo em seu cérebro desapareceu depois de ter introduzido a música clássica do compositor em seu dia a dia. Elza fez o mesmo e obteve melhoras consideráveis em relação à dor que sentia. Adotou um novo-velho estilo de vida e, hoje, toca 4 horas por dia - todos os dias - para manter a saúde do corpo. "É uma questão de sobrevivência a uma dor que tenho".

A pianista deixa claro que a música não deve ser trocada pelo tratamento médico, mas para ela, continua sendo um complemento essencial para que ela se sentisse mais forte e tivesse uma melhora significativa na doença. "Não sou musicoterapeuta. Não valido e não estou substituindo o trabalho delas. Em hipótese alguma estou falando que a música substitui os profissionais de saúde, pelo contrário, a música é um complemento ao tratamento de saúde. Falo isso por experiência de vida", afirma.

Ela ressalta que as dores continuam, mas a convivência com elas está bem mais suportável depois da música. "Não é que a minha dor passou, eu convivo 24 horas com ela. A música faz com que o meu organismo suporte melhor a dor. Ela faz com que o corpo libere as morfinas que a gente fabrica, as endorfinas. Ela atinge o centro do prazer no cérebro e faz com que você se sinta melhor e suportar melhor um estado de dor crônica".

Segundo o livro "Efeito Mozart" são necessários 20 minutos diários de música de repertório variado. A concentração também conta bastante. "Quando você quer fazer da música terapia, você deve fazer uma seleção, ir para o quarto, se trancar, desligar o telefone e fica curtindo a música", indica Elza. "O ideal é ficar de 10 a 20 minutos, sem parar", completa.

Todos podem inserir a música no dia a dia. O importante é respeitar o gosto musical de cada um. "Não tem contra indicação. O importante é respeitar o organismo. A pessoa precisa gostar do tipo de música que está ouvindo para que o organismo se fortaleça. Se você se sente bem ouvindo canto gregoriano ouça. Depois ouça Beethoven, uns sambas do Chico Buarque, Tom Jobin, Chopin", explica Elza. "É difícil você escutar música de Bach e não gostar. Escutar Beethoven e Chopin e não gostar. É experimentar para ver se curte. Mas nada impede que você ouça reggae ou música evangélica", ressalta.


E procure sempre variar as músicas selecionadas, para que o corpo não tenha tempo de se acostumar com qualquer uma delas. "Tudo que vira rotina o cérebro ignora", adverte.

www.concertino.com.br

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

Comente