Mulheres cubanas: como elas vivem

A vida das mulheres cubanas

Foto: Patrick Fraser/Corbis

Devido à passagem da blogueira Yoani Sánchez por diferentes estados brasileiros, Cuba está em evidência em todo o País. Liberdade de expressão e internet são alguns dos principais assuntos desencadeados por sua visita. No entanto, a vinda dela em terras brasileiras também tem estimulado discussões sobre a vida das mulheres cubanas, pouco conhecida por aqui.

Por fazer parte da América Latina, é comum as pessoas generalizarem alguns aspectos sociais, como educação e saúde, que, no caso da ilha cubana, são bem distintos, inclusive, destacando-se pela qualidade. A cubana Yordanka Medina Armenteros, bioquímica e pesquisadora que vive no Brasil, fala um pouco de diferentes pontos do papel das mulheres em Cuba.

"Comparando com outros países latino-americanos e, sobretudo, com o Brasil, a educação é boa. Todas as escolas são públicas e gratuitas. Além disso, é obrigatório ir à escola até a nona série. As mulheres costumam se destacar nas áreas da saúde e educação. Também há um grande número trabalhando no comércio, são vendedoras e gerentes em lojas", conta Yordanka.

Quanto à saúde, ela diz que também é oferecida sem custo pelo governo e com condições decentes para a população, apesar de nos últimos anos ter decaído bastante. Diferentemente do Brasil, as mulheres cubanas têm direito ao aborto.

O esporte também é muito evoluído no país, recebendo incentivo governamental. "A educação física é obrigatória desde a escola até a universidade. Normalmente, as mulheres têm um ótimo desempenho em judô, atletismo e voleibol", informa a bioquímica e pesquisadora, mas isso não é novidade por aqui, afinal, basta ver as competições e acompanhar o desempenho e resistência de muitas atletas cubanas, eternas rivais das nossas brasileiras no vôlei.

Em relação a problemas diretamente relacionados às mulheres, pode-se citar a prostituição, que é proibida. "Mas, a difícil situação econômica tem levado muitas delas a se prostituírem. Também optam por essa alternativa, pensando em encontrar um estrangeiro que as tirem do país.".


Yordanka relata que as cubanas costumam se casar jovens, com cerca de 20 anos, mas têm, no máximo, dois filhos. "As famílias são pequenas se forem contados apenas pais e filhos, mas, como existe muito problema com moradia, as pessoas se casam e não saem de casa. Então, é comum ter em uma casa: avós (paternos ou maternos), pais e filhos. Se os filhos tiverem mais de 20 anos, também é possível encontrar os seus parceiros morando junto e, inclusive, netos. Esse é o nosso conceito de família, não só pelo aspecto de consanguinidade, mas também pela convivência."

Por Fernanda Oliveira (MBPress)

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