Monge das celebridades

Monge das celebridades

Foto/Repreodução Site O Globo

O budismo não é muito popular no Brasil. Apesar disso, o carioca Antônio Carlos Silva, 60 anos, é um importante representante desta religião pelo mundo. O brasileiro ficou famoso entre as celebridades americanas e ajuda a expandir os ensinamentos por todo o planeta. A história deste Silva é cheia de curiosidade e mistérios, além de muita . Em abril, ele visitou o país.

Antônio é formado em engenharia elétrica e em 1982 foi para os Estados Unidos não em busca de especialização profissional, mas sim desejando aprimorar seus conhecimentos espirituais. Ele chegou ao país desmotivado, com visto de estudante, recém-divorciado e deixando no Brasil uma filha ainda pequena. Em entrevista à revista "Isto É", o brasileiro revelou: "Quando cheguei aos Estados Unidos aos 32 anos, e vi os preços das coisas em Nova York e comecei a chorar".

O destino foi uma recomendação de seu mestre do Brasil. E parece que a mudança valeu a pena. Apenas dois anos depois, o carioca foi considerado a reencarnação de um importante mestre tântrico do século XVII. Passou então a ser chamado de venerável Segyu Choepel Rinpoche.

Atualmente, o brasileiro lidera uma nova corrente do budismo tibetano e faz sucesso entre os famosos e influentes de Hollywood. Rinpoche também está à frente de diversos centros, inclusive no Brasil.

O venerável permaneceu recluso por mais de vinte anos, esperando o momento certo de levar os ensinamentos de Buda à população. Segyu tem como meta trabalhar para desvincular o budismo de religião e ligá-lo a medicina, educação e ciência. Ainda na entrevista à revista "Isto É", Rinpoche afirma: "Se fôssemos levar o budismo clássico em consideração, a terra ainda seria plana e os tratamentos médicos, arcaicos", explica. "Nossa intenção é dar um novo entendimento do pensamento essencial do príncipe Sidarta (Buda) para a realidade em que vivemos".


Aos 60 anos, Segyu Choepel Rinpoche afirma ter encontrado o seu caminho. Diz querer levar os conhecimentos de Buda a todas as pessoas, principalmente para aquelas do mundo corporativo. O brasileiro crê que é possível manter o sistema capitalista sem prejudicar os funcionários que compõe a mão de obra. O venerável quer dispor de sua luz para iluminar os passos da humanidade.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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