Miss mundo revela sua triste história de violência em documentário

Brave Miss World

Linor Abargil. Foto divulgação

Linor Abargil, Miss Mundo de 1998 e Miss Israelense no mesmo ano, volta a ganhar os holofotes do mundo inteiro ao lançar o documentário "Brave Miss World", que conta a dura e triste história que lhe foi apresentada ainda jovem e que muitas mulheres sofrem diariamente.

Se em 1998, o mundo olhava para aquela linda garota e via lágrimas de felicidade escorrendo por seu rosto, mal sabia o que representava aquele choro, já não mais contido, mas de liberdade e de certeza que precisava abrir seu passado para as pessoas entenderem o que acontecia no universo fantasioso da moda.

O documentário traz a vida da modelo, que aos 18 anos, foi amarrada, estrangulada e estuprada por diversas vezes. O pesadelo começou quando Linor resolveu que queria voltar para casa, na época ela morava em Milão (Itália) e era contratada de uma agência de modelos.

Com saudades da família e cansada da rotina de modelo, ela conseguiu com ajuda da agência passagem e motorista, porém, ela não esperava que sua vida ficasse marcada para sempre quando cruzou o caminho do também israelense Shlomo Nour, contratado pela empresa para levar Linor ao aeroporto. No meio do trajeto, Nour disse que iria pegar um atalho e logo depois, parou o carro, foi então que tudo começou.

Baseado em suas experiências, Linor convidou a norte-americana Cecilia Peck para dirigir o documentário que traria à tona sua vida, silenciada por dez anos. Em entrevista para revista Marie Claire, a diretora conta que a ideia da ex-modelo é ajudar vítimas a quebrar o silêncio e lidar com suas histórias. Na época, a israelense denunciou e colocou Shlomo Nour na cadeia.

Assim como "Brave Miss World", o filme "Flor do Deserto" também conta a história real da modelo Somali Waris Dirie, da Somália, que foi circuncidada aos cinco anos pela própria mãe. O ato feito milhares de vezes com crianças desta idade são incontáveis. De acordo com a ONU, mais de 140 milhões de mulheres sofrem com mutilação no mundo inteiro, a maioria na África.


Por Kelly Jamal

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