Meditação contra depressão

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Matthias Ritzmann/Corbis

Tem dias que a gente quer fugir do mundo. São problemas no trabalho, dívidas e tantas outras preocupações que geram altos níveis de estresse e beiram, inclusive, a depressão. Agora, pesquisas têm indicado a meditação como uma válvula de escape.

Tudo bem que há quem seja contra a prática e tenha em mente aquelas pessoas que ficam sentadas, o dia todo, de olhos fechados, meditando. Não é bem por aí. A meditação é um treinamento ativo da mente para melhorar a atenção e há diferentes programas com abordagens variadas, como a mindfulness.

A mindfulness é uma técnica budista de atenção plena, que serve para aliviar dores crônicas e o estresse. Se praticada meia hora por dia, a pessoa começa a aceitar melhor os sentimentos e pensamentos, vive o momento presente sem julgamentos e relaxa corpo e mente.

As conclusões são científicas e foram concluídas após uma pesquisa liderada pelo professor da Universidade Johns Hopkins, Madhav Goyal. Durante meses, ele analisou com uma equipe 47 ensaios clínicos com 3.515 pacientes. Cada um dos voluntários apresentavam um ou vários problemas de saúde física ou mental, incluindo depressão, ansiedade, estresse, insônia, uso de drogas, diabetes, doenças cardíacas e até câncer.

Resultados semelhantes aos antidepressivos

Todos foram submetidos a testes com meditação. E comprovou-se que a meditação parece, de verdade, aliviar sintomas de depressão e ansiedade e tem resultados semelhantes aos antidepressivos relatados em outros trabalhos.

"Os médicos devem estar cientes de que a meditação pode resultar na redução das consequências negativas do estresse psicológico. Assim, eles devem estar preparados para falar com os pacientes sobre o papel que um programa de meditação pode ter em certos tratamentos", escreveram os autores do estudo no artigo.

O Centro de Dependência e Saúde Mental de Toronto, no Canadá, também acompanhou um grupo de pacientes que sofriam de depressão e haviam tomado antidepressivos até a remissão dos sintomas.

No final da primeira fase, um terço dos pacientes continuou o tratamento antidepressivo, um terço recebeu placebo e o restante participou de sessões de terapia baseada na meditação de plena consciência.

Um ano e meio depois, 30% dos pacientes que se dedicaram à meditação de plena consciência voltaram a sofrer de depressão. O número equivale ao das pessoas do grupo tratado com antidepressivos. Os pesquisadores concluíram que a prática da plena consciência pode ser tão eficaz quanto os antidepressivos para evitar uma recaída.


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