Massagem com bambu

Bambuterapia

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Que as terapias naturais estão cada vez mais na moda todo mundo sabe. Agora você já pensou em usar bambu para fazer massagem? Pois na França, um fisioterapeuta chamado Gill Amsallem associou a bambuterapia com técnicas de massagens orientais e inventou uma técnica cheia de benefícios para o corpo.

Segundo a professora Margareth Feres, da Escola de Escola de Terapias de Beleza da Universidade Anhembi Morumbi, de São Paulo, essa terapia que usa o bambu como prolongamento dos dedos melhora a circulação sanguínea, modela o corpo, melhora o aspecto da celulite e ainda promove o relaxamento muscular e bem-estar geral.

“Os comprimentos e diâmetros dos bambus variam de acordo com a região do corpo que está sendo trabalhada. Os movimentos são suaves, profundos e ritmados, no sentido das fibras musculares e do sistema veno-linfático”, conta. Ela explica que a tal massagem dura pelo menos 90 minutos, começa nos pés, se estende pelo corpo e vai até a face. “É necessário o uso de óleos essenciais específicos sobre a pele, o que torna a técnica extremamente agradável”.

Segundo ela, a prática envolve um ambiente calmo, decorado, aromatizado, com música e iluminação suaves. “Todos esses elementos devem ser associados ao emprego dos bambus, que são acessórios sofisticados, originários da natureza, de toque flexível e ao mesmo tempo preciso”. Mas vale lembrar que a massagem com bambus é contra-indicada para pessoas que sejam portadoras de doenças crônicas descompensadas como hipertensão e diabetes, além de tumores e trombose.

A bambuterapia é oferecida em clínicas de estética, centros de beleza, spas, resorts e hotéis. A Anhembi Morumbi também oferece, visto que atua junto à comunidade local. No curso oferecido por lá e que forma bacharéis em estética, a técnica é ensinada com aulas teóricas e práticas. “De nossa grade curricular constam os necessários ensinamentos de anatomia e fisiologia do corpo humano, alterações estéticas corporais, noções de cosmetologia, além das indicações e contra-indicações dos diversos procedimentos, conhecimentos estes que habilitam o bacharel, agora profissional, a aplicar também a bambuterapia”.

Margareth conta que já no primeiro ano do curso os alunos têm contato com terapias manuais. “Técnicas com bambu, massagens com pedras e com conchas são ensinadas. Por causa da correria moderna, cada vez mais a universidade proporciona diversidade para os alunos. Com os tratamentos aprendidos, eles se tornam profissionais mais versáteis e holísticos”.


A bambuterapia é aprendida no quinto semestre e foi citada durante o Best Practices Meeting in Health Sciences da Rede Laureate, um grupo que envolve 20 instituições de ensino do mundo. O evento, realizado no início de abril, debateu as melhores práticas de todas as áreas de saúde nas universidades da rede. A universidade brasileira foi escolhida como sede por ser referência entre as demais com o modelo do Centro de Treinamento e Simulação.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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