"Manual do MIMIMI" - você é protagonista da chatice?

Manual do MIMIMI  você é protagonista da chatice

Você conhece alguém que adora reclamar de coisas desagradáveis, está sempre de mau humor, e sempre que pode fica listando os males? Para pessoas assim, tudo vira motivo de reprovação, qualquer coisa mereceria um ajuste e nada nunca está perfeito. Mas quantas foram as vezes que essa chatice saiu dos seus lábios? Pode reparar, o ‘mimimi’ se esconde num cantinho escuro de cada um de nós.

Esse foi o assunto abordado pela jornalista e blogueira Lia Bock em seu novo livro "Manual do MIMIMI - do casinho ao casamento (ou vice-versa)". Sobre o termo do título, a autora explica: "O ‘mimimi’ é aquela reclamaçãozinha pequena e constante, repetitiva e quase desnecessária". Ainda assim, o conceito é algo difícil de identificar. Isso porque aquilo considerado ‘mimimi’ para uma pessoa, pode não ser para outra.

Segundo Lia, o título do livro faz uma crítica aos ensinamentos e livros da linha de "como fazer", "como não fazer", "como ser" ou "como conseguir". "Escolhi esse título para sacudir as pessoas. Todo mundo faz ‘mimimi’ da mesma forma que todo mundo odeia ‘mimimi’, então vamos viver a vida como acreditamos", incentiva a autora e brinca: "Meu livro é o primeiro manual que não ensina nada!".

Levar a vida mais despreocupadamente é um dos melhores jeitos de afastar essas pequenas reclamações chatas. Rir de si mesmo pode ser ótimo para que você fique tranquila consigo própria e diminua um pouquinho seus ‘mimimis’. Essa é uma das dicas do livro de Lia, já que todos nós reclamamos basicamente das mesmas coisas!

Mas e quando o mau humor vira doença?

Cerca de 3 a 6% da população mundial e, aproximadamente, 5 a 11 milhões de pessoas no Brasil sofrem com um transtorno curioso de humor: a distimia. Ela é caracterizada por alguém mal humorado, pessimista, que vive se queixando da vida, de estar cansado e sem disposição. Parecido com o ‘mimimi’, não é? Acontece que mais do que reclamação, a distimia é um tipo leve de depressão.

Por ser de difícil identificação, até mesmo por parte dos médicos, as pessoas que sofrem desse transtorno costumam passar anos ou mesmo a vida toda com a doença sem, sequer, pensar em tratá-la realmente. Ao invés disso, procuram os médicos para cuidar das consequências do transtorno, que podem ser falta de apetite, insônia e cansaço.

Da mesma forma que as depressões mais profundas, a distimia afeta o campo pessoal e profissional de uma forma arrebatadora, causando prejuízos na vida dos afetados jamais imaginados para quem vê de fora. É comum até que os distímicos apresentem alta taxa de faltas no trabalho por se sentirem pesados, sem vitalidade, criatividade ou dinamismo.

Talvez aquela sua amiga reclamona esteja passando por sérias dificuldades com essa depressão silenciosa. Sugira a ela uma consulta ao psiquiatra, só por via das dúvidas. Se não for nada grave, você já sabe o que dar de presente de aniversário: o "Manual do MIMIMI".

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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