Mania de guardar objetos pode ser TOC

Mania de guardar objetos pode ser TOC

Foto/Reprodução Facebook Luciano Huck

Guardar coisas compulsivamente, mesmo para quem se considera um colecionador, pode ser sintoma de uma patologia muito discutida nos dias atuais, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). O programa Caldeirão do Huck contou no ano passado a história da família Kirino. Segundo Luciano Huck e a produção do programa, uma das casas mais bagunçadas da história do Lar Doce Lar. Seis meses depois, ao voltar à casa dos Kirino, Luciano Huck teve um trabalhão para conseguir entrar na casa e olhar o quintal, além de ter que convencer dona Kemika a mostrar a casa por dentro.

A arrumação da casa é uma dificuldade para dona Kemika, mas existem quadros clínicos psicológicos que podem explicar comportamentos como esse, ou mania de guardar objetos. Porém cabe lembrar que nem toda pessoa que bagunceira ou que tem mania de guarda coisas tem TOC, apenas aqueles em que o hábito torna-se incontrolável. A psicóloga Ana Maria Barros afirma que é preciso compreender o que motiva a pessoa a agir desta maneira observando fatos que antecedem a patologia. "Poderíamos levantar algumas hipóteses, como o medo de perder algo que poderá ser necessário no futuro, ou que o acúmulo de objetos se dá na tentativa de preencher um "vazio" na vivência daquele paciente" explica.

Diariamente temos o hábito de guardar algumas coisas, colecionar objetos como pares de sapato, latas originais, moedas, revistas e até carteiras de cigarro exclusivas, brinquedos de lanches e chocolates, lembranças da infância. "Em meio aos rituais que mais atrapalham a convivência está o chamado "colecionismo". Embora o nome a indicar, não se trata somente de colecionar objetos. Neste tipo de TOC o paciente pode chegar a guardar objetos sem serventia. A dimensão que começam a ocupar na casa, muitas vezes causa o acumulo de poeira e imundice e até impede a movimentação entre os cômodos" ressalta a psicóloga.


Para alguns especialistas as obsessões são relativas à ansiedade e um psiquiatra pode controlar o distúrbio com medicamentos. Segundo a psicóloga o hábito de colecionar ou guardar coisas passa a ser um problema clínico quando prejudica as relações da pessoa.

"O quadro clínico se configura quando um determinado comportamento passa a dificultar a vida de um paciente, interferindo em suas relações. Sendo assim é necessária uma avaliação clínica mais aprofundada a ser realizada pelo psicólogo e pelo psiquiatra visando uma compreensão da vivência dessa pessoa, ajudando a compreender que existem tratamentos clínicos úteis com direção a sua recuperação e qualidade de vida" afirma. O transtorno pode trazer prejuízos e sofrimentos para a família e ainda ser motivo de separação entre casais. Agora, se dona Kirino sofre de TOC ou apenas tem problemas com organização, só um exame clínico pode dizer.

Por Catharina Apolinário

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