Mais amor, menos recalque! 10 motivos para tirar a inveja da sua vida

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Foto - Robert Benson/Aurora Open/Corbis

Sábio aquele que disse "a inveja combate sempre a elevação". Os que possuem esse sentimento sofrem de baixa autoestima, de inseguranças, de sentimentos de inferioridade, de incapacidade e por se sentirem injustiçados. Todos negativos, não é mesmo?

Fora os males que o próprio indivíduo sofre, sentir inveja ainda faz nascer o desejo da desgraça alheia. Segundo a professora Thais Accioly, especialista em terapia floral, "na inveja não há apenas a cobiça, o que se quer é ocupar o lugar do outro. Na inveja deseja-se o mal daquele que tem ou é o que queríamos ser".

E mais! Esse ciclo vicioso - de querer, não poder, se sentir frustrado e querer novamente - causa dor na pessoa que sofre de inveja. Pois é. Segundo o neurocientista japonês Hidehiko Takahashi, do Instituto Nacional de Ciência Radiológica de Tóquio, a inveja é uma emoção dolorosa, pois ativa a mesma região do cérebro onde se processa a dor física, o Córtex Singulado Anterior.

Pelo que já vimos, nada de bom pode vir da inveja. Afinal, não tem como algo ruim gerar algo bom.

Se você acha que está nesse caminho ou, pelo contrário, deseja passar longe dessa trilha, trouxemos 10 motivos para você deixar o recalque de lado, com a ajuda da life coach Carla Brocchieri. Veja como seguir a vida com seus próprios desejos e agradecida pelas suas conquistas:

1. Sentir inveja pode ser sinal de baixa autoestima. É preciso refletir sobre o problema, tentar encontrar os reais motivos que estão atrás da questão. Só assim é possível fazer as pazes com o amor próprio.

2. A inveja pode nos tornar excessivamente inseguros. Ao aceitarmos e entendermos o por que de sentirmos inveja é possível encontrar a segurança que faltava em nós mesmos.

3. Alcançar sonhos também pode ser algo que ganhamos ao deixar a inveja de lado. De certa forma, a inveja nos bloqueia, fazendo com que pensemos que nunca seremos capazes, ou melhor, que o outro é infinitamente mais capaz do que nós.

4. Ao aceitarmos que temos inveja, podemos parar e pensar no que nos atinge, e então, realizar mudanças efetivas em nossas vidas.

5. Aceitação. Aceitar quem somos e a forma como somos é um dos benefícios que temos ao lidar com a inveja em busca de superar desse mal. É crucial que tenhamos uma percepção própria como seres únicos e diferenciados, com qualidades e defeitos.

6. Nos enxergar como indivíduos capazes de nos tornar mais perceptíveis, sensíveis e atentos aos nossos sentimentos é primordial. No caso da inveja, transformar esse sentimento negativo em uma força impulsionadora na vida é fundamental.

7. Na inveja deseja-se o mal daquele que tem ou é o que queríamos ser. Deixando a inveja de lado, nos tornamos pessoas mais positivas e conseguimos viver melhor.

8. Inveja, independentemente do objeto desejado em questão, causa dor. Transformando esse sentimento, você deixa de acessar a parte do cérebro responsável pela dor e passa a viver em paz.

9. As pessoas invejosas se autosabotam, pois se sentem indignas de sentir prazer ou serem amadas. A modificação da autoestima vai permitir que o indivíduo consiga manter relacionamentos longos, o que antes era mais difícil.

10. Evitando as comparações com outras pessoas e sendo grato pelo que se tem, a pessoa passa a não viver de lembranças, perdas e dramas. Seu universo para de girar em torno do que é material e busca sentimentos tranquilos, exercitando a capacidade de amar e não de posse.

Se você não quer ser uma pessoa que lamenta as perdas do passado e cria fantasias para o futuro, está na hora de adotar esses 10 mandamentos.

Para colocar a tarefa em prática, o professor Getúlio Chaves, especialista em Eneagrama (estudo da personalidade) dá a dica: "Para transformar a inveja em atitudes positivas, é necessário que a pessoa ingresse em um caminho de autoconhecimento e aceitação. Focar-se no presente, não cedendo à tentação de autenticidade compulsiva. É importante ser grato pelo que tem e não viver da lembrança de perdas. Sobretudo, evitar comparações com as outras pessoas. Seja você mesmo, exercite sua capacidade de amar e não queira se preencher às custas da atenção de quem está próximo a você".

Por Alessandra Vespa (MBPress)

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