Jardim japonês

Jardim japonês

Quem costuma freqüentar parques com certeza já teve a felicidade de apreciar um jardim japonês. É aquele formado por uma ponte de madeira, pedras e um lago com carpas.

Eles surgiram na China entre os aristocratas e foram parar nas entradas dos templos orientais. Alguns até se transformam em cartões postais aqui na América Latina, como o de Buenos Aires, que foi doado pela Associação Japonesa da Argentina em 1979.

Quem tem espaço em casa aproveita para ter um cantinho cheio de paz e harmonia. Cada elemento não é disposto aleatoriamente. O jardim é repleto de significados e princípios filosóficos. Melhor maneira de estimular a reflexão e espiritualidade não há.

A água do lago simboliza a vida e as carpas dentro dele representam felicidade e prosperidade. O barulhinho da cascata não serve apenas para relaxar. Ele lembra a idéia de continuidade da vida, que segue em um ciclo, este representado pela intensidade da água. Além de iluminar e dar charme ao jardim, a lanterna traz concentração e ilumina a mente. Os pontos de luz devem ser estrategicamente distribuídos para não ofuscarem a visão. A lâmpada indicada é de 15 watts.

Já as pedras ficam no centro. Aquela colocada na vertical indica a figura do pai e na posição horizontal a mãe. As restantes são os descendentes e ficam espalhadas no lago de forma casual, compondo montes ou trilhas. Sempre arredondadas, elas também permanecem distribuídas pela vegetação, composta por azaléias e bambus, plantas sempre podadas para ficarem do mesmo tamanho. Geralmente os galhos de bambu são amarrados e direcionam o crescimento para que a planta se curve em direção lago, um sinal de reverência.

Jardim Zen

Na falta de espaço e dinheiro para ter um jardim japonês em casa, a opção é comprar aqueles de miniatura, mais conhecidos como zen. Parece estranho, mas ele também é cheio de significados, perfeito para aqueles momentos de profundo estresse.

Veja que tudo faz sentido. O retângulo de areia e pedras significa o mundo. E a areia e os pedriscos, o mar. Já as pedras são rochas e ilhas. Sendo assim, os círculos que se formam ao redor das pedras são como ondas que batem nelas e voltam. Tudo em movimentos cíclicos, assim como a nossa vida. Por isso, na hora da raiva, pegue o rastelinho e desenhe o que quiser. Se concentre e siga a sua intuição, uma boa maneira de abrir a mente.

Por Juliana Lopes

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