Irene, Catrina... de onde vêm os nomes dos furacões?

Nomes femininos para furacões

Foto: Reprodução popa.com.br

Nos últimos dias mais um furacão abalou os Estados Unidos. Desta vez, o foi a vez de Irene fazer grandes estragos ao tocar a terra no sábado (27), na Carolina do Norte. Segundo o mais recente balanço divulgado pelas autoridades locais, pelo menos 20 pessoas morreram em oito estados.

Mas por que será que os furacões recebem nomes de mulheres? O uso de nomes começou a ser adotado no começo do século XX, por um meteorologista na Austrália. Inicialmente, ele usou nomes de políticos que não gostava.

Somente durante a Segunda Guerra Mundial é que os meteorologistas da Marinha passaram a batizar informalmente os furacões com nomes de mulheres. Depois, no Atlântico Norte, estes fenômenos passaram a ser chamados com nomes, cuja primeira letra seguia uma ordem alfabética. No final dos anos 1970, os furacões começaram a ser batizados com nomes de homens e de mulheres.

Nos últimos anos, a Organização Meteorologica Mundial passou a contar com uma lista de 21 nomes, que são traduzidos e criados de acordo com o idioma da região afetada.

Nos anos 70, grupos feministas conseguiram modificar a nomenclatura e a partir daí foi iniciado um rodízio entre nomes femininos e masculinos. Enquanto Kirk, Patty e Sandy podem chegar aos Estados Unidos, Jal e Bulbul poderiam atingir a Baía de Bengala e Saomai ou Bebinca poderia surgir na costa da China.

Somente aqueles que batizaram furações protagonistas de grandes desastres são retirados da lista, ou é aposentado, por, pelo menos, seis anos.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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