IRBEM avalia bem-estar do paulistano

IRBEM avalia bemestar do paulistano

O IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) é uma nova experiência que permite que possamos conhecer e mensurar a qualidade de vida na cidade. Neste caso a cidade escolhida foi São Paulo.

Para o próprio paulistano, São Paulo oferece baixa qualidade de vida, mas dá sinais de melhora lenta. A Rede Nossa São Paulo divulgou os resultados do IRBEM, que analisou 25 áreas e 169 itens que se referem ao índice de satisfação da população com os temas e dentro dos aspectos mais citados como importantes para a qualidade de vida e o bem-estar no município.

A escala de avaliação vai de 1 a 10 pontos, com margem de erro de três pontos percentuais. Dentro destes parâmetros 73% dos itens avaliados estão abaixo da média de 5,5.Os itens vão desde as relações afetivas, questões de segurança, transporte, saúde, habitação, consumo, meio ambiente e trabalho até utilização de serviços públicos. O resultado faz perceber que a qualidade de vida em São Paulo está longe de ser satisfatória para os seus habitantes.

Constatou-se que 34% dos entrevistados afirmam que a qualidade de vida melhorou levemente; 13% afirmam que melhorou de forma significativa. Já 6% dos entrevistados acreditam que a qualidade de vida em 2010 piorou ligeiramente diante de 3% afirmaram que piorou muito. Para 44% as condições de vida na cidade permanecem estáveis.

Observou-se que 51% dos habitantes da cidade de São Paulo deixariam a cidade se tivessem oportunidade, quando 48% não querem sair da capital e 1% não respondeu. Os índices que receberam melhores notas de satisfação são pessoais, como relação com a família e amigos, espiritualidade e carreira profissional. Seguem mais alguns itens pesquisados:

Trabalho - a perspectiva de futuro, crescimento e carreira em 2009 teve média 6,5 e em 2010 passou para 6,7. As condições de trabalho mantiveram o índice 6,3 e oportunidade de formação profissional aumentou 0,1. Já o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal caiu de 6,4 para 6,3 comparado a 2009.

Consumo - o incentivo ao consumo moderado e sustentável subiu 0,3 na comparção com 2009. A durabilidade cultural e material dos produtos teve média 5,4; o respeito ao direito do consumidor 5,3 e a informação disponível sobre o impacto ambiental dos produtos e empresas foi para 5,3 vistos antigos 4,9 do ano 2009, houve crescimento, mas ainda abaixo da média da pesquisa.

Meio Ambiente - A consciência ambiental do paulistano também cresceu de 6,2 para 6,5. E no quesito coleta seletiva percepção dele é que a cidade está melhor com notas 5,9. A revitalização e conservação de parques, praças e várzeas existentes aumentou meros 0,3 pontos. A qualidade do ar foi de 3,7 para 4,0; despoluição e preservação de rios, lagos e represas de 3,7 para 3,9 e a manutenção de bueiros, galerias e controle de enchentes passou de 4,0 para 4,4. A pesquisa foi feita no final do ano passado antes das enchentes deste ano.

Transparência e honestidade - é neste quesito que estão as piores notas dadas pelos paulistanos, os itens relativos à transparência e a honestidade dos governantes e das instituições. Metade dos munícipes da capital paulista não tem confiança no Ministério Público, Subprefeituras, Prefeitura de São Paulo, Tribunal de Contas e a Câmara Municipal.


Mostrou-se através de dados preocupantes a falta de participação e conhecimento do povo nas questões públicas. A participação na escolha dos subprefeitos foi avaliada em 3,6; participação popular em conselhos das subprefeituras 3,5 e acompanhamento das ações dos políticos eleitos 3,1. As autoridades públicas também receberam avaliação: transparência dos gastos e investimentos públicos 3,0; punição à corrupção 3,0 e honestidade dos governantes 2,7.

Essas informações podem ser valiosas para reverter quadros atuais em um futuro que deve ser próximo. O IRBEM tem como objetivo promover o conhecimento sobre os fatores mais importantes para o bem-estar das pessoas e dar oportunidade para que os gestores públicos, empresas e sociedade civil orientem suas ações para melhorar a qualidade de vida da população.

Por Catharina Apolinário

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