Implante hormonal anticonceptivo - mais segurança e menos TPM

Benefícios do chip feminino

Foto: Patrick Norman/Corbis

O uso de pílulas anticoncepcionais é um dos métodos mais antigos para evitar a gravidez. No entanto, nem toda mulher consegue seguir à risca os horários e indicações do medicamento. Neste caso, a solução que pode ser adotada por você é aderir ao implante hormonal subcutâneo.

O método pode ser utilizado desde a adolescência até o momento em que desejar engravidar. "Os implantes hormonais de testosterona e estradiol são bioidênticos, ou seja, são iguais aos hormônios produzidos pelo próprio organismo, no que diz respeito à estrutura molecular", explica o Dr. Elsimar Coutinho, presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina (SOBRAGE).

O implante é feito de silicone EVA (Etil Vinil Acetato), mesmo material usado para fazer mama artificial. O tubinho é similar a uma carga de caneta e mede de quatro a cinco centímetros. Ele comporta cerca de 50mg de substância hormonal, que pode ser estradiol e testosterona bioidêntica, ou progestínico. "Ele libera o conteúdo de acordo com a necessidade de cada paciente. Ou seja, tudo depende do tempo que a mulher pretende ficar com o implante", diz Coutinho.

Esse método contraceptivo é resultado de mais de 40 anos de estudos sobre a atuação dos hormônios no corpo humano, realizados pelo Dr. Elsimar e seus colaboradores. "Esses tubos eram utilizados para levar medicamento no local onde tinha tumores, sem espalhar para o resto do corpo. Então percebemos os efeitos positivos no corpo feminino", descreve.

Popularmente conhecido como chip feminino, o contraceptivo é colocado na parte interna do braço, antebraço ou nádegas, pelo período de seis meses, um ano, três anos ou até cinco anos. "Injetamos um anestésico local e usamos o trocater, uma agulha da espessura do implante. Colocamos o objeto dentro da agulha e empurramos para dentro da pele. Ele é colocado em minutos e retirado também em minutos com o mesmo procedimento", informa Elsimar.

Autor de diversos livros, dentre eles "Vivendo sem Regras e sem TPM", o médico afirma que o método é mais seguro do que oral, pois corre menos riscos do anticoncepcional falhar. "Enquanto a pílula tem uma falha de até 4%, pois ela pode não ser absorvida no intestino, o implante é inferior a 1%", garante ele, relatando que não existe contraindicações do uso. "Ele não incomoda no corpo. Além disso, você pode deixar de utilizá-lo no momento em que achar necessário, desde que vá ao médico para retirá-lo."


E não se preocupe! Se você toma pílulas e deseja mudar para esse método, a alteração pode ser imediata. "Recomendo que a mulher continue tomando a pílula durante dois dias após colocar o implante. Se ela quiser voltar ao método oral, pode retirá-lo e voltar para a pílula em seguida", relata o especialista.

Aliás, quando o período de permanência no corpo acaba, o especialista diz que você pode renová-lo, mas se não desejar e quiser retomar o uso de pílulas, não é obrigatório tirar o tubinho do corpo. "Este tudo pode ficar durante anos no corpo da mulher que não faz mal e nem causa irritação", finaliza Elsimar Coutinho.

Por Stefane Braga (MBPress)

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