Hobby como terapia

Hobby como terapia

Passatempos ou hobbys, atividades que se faz não porque deve, mas sim porque gosta, podem ser práticas tão prazerosas e produtivas quanto também curativas.

Algumas pessoas apostam na força do verbo para buscar o autoconhecimento, seja em sessões de terapia ou em grupos de autoajuda. Outras preferem atividades como a escrita, a música, a pintura e a dança para entrar em conexão com o mundo interior.

Muitos buscam no hobby uma válvula de escape, um alívio do estresse. O que faz bem à saúde, já que ao aliviar o estresse, a atividade prazerosa ainda contribui com todo o sistema circulatório, tranquiliza, baixa a pressão arterial, entre outros benefícios. Aliás, há quem busca transformar o lazer em profissão. Ser apaixonado pelo que faz é uma das melhores escolhas em prol do bem estar e da qualidade de vida.

Muitas vezes o hobby é uma forma de se desligar do mundo externo para se conectar com o algo mais sagrado. O ato de cuidar das plantas, flores, animais e toda essa interação com a natureza é um bom exemplo. Muitos procuram esse meio para se reenergizar. Revolver a terra proporciona tranqüilidade e observar os ciclos da natureza gera satisfação e serenidade. São hábitos que restauram e fazem com que nos tornemos até pessoas melhores.

Já atividades como dança, pilates e ioga, são formas de expressão que além de revitalizar, faz um bem danado à saúde. Quem gosta, afirma com convicção que até ajuda aliviar dores e problemas físicos. Muitas vezes essas práticas corporais são mais eficazes que tratamentos tradicionais. E não é só isso: conhecer o próprio corpo, suas articulações, movimentos e se exercitar é um caminho de autoconhecimento.

Trabalhos manuais também oferecem prazer e bem estar. Tecelagem, crochê ou outras atividades exigem raciocínio, dedicação e, claro, um pouco de destreza. Um prazer que pode se tornar ofício e vice-e-versa.

O hobby pode também ser uma atividade individual (a pessoa "se diverte sozinha" com ele) ou em grupo - como jogar futebol, cantar em um coro ou dar aulas de reforço para crianças, por exemplo.

Outro detalhe é que o hobby não precisa ser caro. Praticar iatismo ou colecionar carros antigos certamente exige um considerável investimento. Mas pedalar ou tirar fotos, escrever poesias, cozinhar, plantar uma horta ou ler um livro na biblioteca não custa praticamente nada.

Dessa forma, é possível entender porque o hobby pode facilmente se tornar uma terapia. É um momento de "desligamento" das coisas ruins e estressantes.


O hobby é extremamente útil no desenvolvimento do bem-estar e da descontração. Além disso, a prática de um hobby pode contribuir para o desenvolvimento de diversas habilidades, aprimoramento das inteligências múltiplas. E também auxilia na socialização, uma vez que pode-se fazer novas amizades e até mudar sua própria visão de mundo a partir de oportunidades ou vivências que vão sendo construídas na prática da atividade.

Por Jessica Moraes

Comente