Gato: o novo melhor amigo das mulheres

Gateira assumida

Foto: Michael Kloth/Corbis

Ter um animalzinho de estimação é um costume muito comum nos lares de famílias brasileiras. Há alguns anos, a presença predominante era dos cachorros, mas de mansinho esse quadro tem sido revertido pelos gatos. Esses fofinhos têm conquistado cada vez mais espaço nos lares e nos corações de muitas pessoas.

E os motivos que fazem dos felinos uma melhor companhia para seus tutores do que os cães são muitos. O primeiro é que gatos são extremamente independentes, não carecem da atenção do proprietário durante várias vezes ao dia - só quando realmente é necessário - e também são mais quietinhos. Por isso, são companhias ideais para quem mora em apartamento e não quer incomodar a vizinhança.

As mulheres são geralmente as que mais se apaixonam por esse animalzinho. Mas não se engane, o carinho é recíproco! Segundo um estudo citado pela Discovery News e publicado no jornal "Behavioural Processes" os gatos afeiçoam-se aos seres humanos, principalmente às mulheres, encarando-os como parceiros sociais e não apenas com o objetivo de obter comida.

E o que as mulheres acham dos felinos? Para a assessora de imprensa Tatiana Carboni, de 34 anos, os gatinhos nos ensinam a ter o amor incondicional. "Ele vai te amar independente do que você fizer para ele", diz ela, alegando que o cachorro já é um pouco "chiclete" com o dono. "O cão precisa da sua atenção para tudo e, com isso, você fica sem liberdade", completou.

O carinho de Tatiana pelos felinos começou bem cedo, aos sete anos de idade. "A primeira eu ganhei foi do meu pai. Visitei uma feira de gatos com ele e pedi para que comprasse um mascote para mim. Escolheram uma gata da raça siamês. E acabei batizando de Natasha", relata ela.

A gata viveu 20 anos com a assessora de imprensa e teve uma filhotinha, Shan, que morreu aos 18 anos. A terceira felina é Peka, hoje com 16 anos, que é filha de Shan. Além dela, Tatiana adotou a Lakshimi, a Elga Maria, o Brad Pitt Augusto, a Hyppie e um cachorro chamado Life. "Meu sonho era ter um gato persa, mas minha mãe já falou que se entrar mais um eu saio, pois moramos em apartamento", brinca.

Ela garante que cinco gatinhos é um bom número, pois consegue dar atenção a todos. "Todos os dias eu beijo a todos, passo a mão, dou carinho... Se eu pudesse moraria numa mansão e teria cinquenta", diverte-se. "Sou muito gateira. Tenho tudo relacionado aos felinos. Possuo caneta em formato de gato, almofada de gato, bolsa, colar, brinco e, inclusive, tatus com as patinhas dos meus gatinhos", relata.

Embora sempre tenha tido cachorros em casa, ela alega que eles nunca foram sua grande paixão. "O gato é muito independente, não precisa de você para nada. Ele não é carente de carinho, mas, quando está, ele te procura. Porém, na maioria das vezes ele te deixa mais à vontade", garante ela.

De acordo com a assessora de imprensa, os gatos são mais sensíveis em relação ao estado emocional de seus donos. "Eles percebem quando você não está legal. Ele deita perto de você para pedir carinho, porque sabe que se fizer isso vai mudar tudo, mudar o seu humor", descreve ela, alegando que é muito fácil cuidar dos gatos.


Tatiana Carboni afirma que sempre aprende algo novo com seus bichinhos de estimação e que procura se espelhar na maneira como eles lidam com a independência. "Eles são um espelho de como quero ser independente, como desejo ter amor incondicional por mim mesma. Ele te ensina a dar carinho e receber carinho e também a ser melhor", finaliza ela.

Por Stefane Braga (MBPress)

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