Estudo aponta que amigos realmente são como uma família

Cientista diz que nós temos mais DNA em comum com as pessoas que escolhemos como amigos
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Já reparou que existem pessoas que surgem na nossa vida que parecem ser como irmãos? E por quem temos mais afeto e familiaridade do que um parente próximo? A própria ciência já está considerando que essas pessoas próximas a quem chamamos de amigos são geneticamente parecidos conosco, como se fossem da nossa família de sangue!

Segundo um dos autores do estudo, James Fowler, professor de genética médica e ciência política na Universidade da Califórnia (EUA), o genoma humano é bastante parecido entre amigos. “Nós temos mais DNA em comum com as pessoas que escolhemos como amigos do que com estranhos em uma mesma população”, explica.

A pesquisa parte de uma análise de todo o genoma, onde os  cientistas comparam amigos sem grau de parentesco contra pares de estranhos também sem parentesco. Eles então descobriram que os amigos do peito têm semelhanças genéticas que equivalem a um grau de parentesco semelhante ao de primos de quarto grau, ou pessoas que têm o mesmo tataravô.Em outras palavras, isso se traduz em cerca de 1% de nossos genes. 1% pode parecer pouco, mas, para os geneticistas, esse é um número realmente bastante significativo. 

Os pesquisadores também descobriram alguns fatos bastante curiosos: os amigos são mais semelhantes em genes que afetam o sentido do olfato. Imagina só: pessoas afins são atraídas para os mesmos ambientes. Se você gosta de café e costuma frequentar cafeterias, por exemplo, têm mais chances de encontrar pessoas com grande potencial para serem suas amigas.


Além disso, os amigos são relativamente mais desiguais em sua proteção genética contra várias doenças. E há uma vantagem nisso: ter conexões com pessoas que são capazes de resistir a diferentes patógenos reduz sua propagação interpessoal. Viu como é bom manter os amigos por perto?

Por Jessica Moraes

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