Dona de casa?!

Já repararam como hoje em dia quando alguém fala que é dona de casa em geral o tom da fala já é meio pedindo desculpas? Apesar de todos proclamarem que hoje em dia temos muito mais liberdade para fazer escolhas em nossas vidas, as coisas não são bem assim na prática. Algumas mulheres, por opção mesmo, decidem não trabalhar fora e preferem ficar mais tempo cuidando da família e das coisas da casa. Que mal há nisso se essa é uma opção de algumas pessoas? Acho que nenhum, certo? Mas as coisas na vida real não são tão tranquilas assim.

De uma forma ou de outra a sociedade atual “cobra” que a mulher siga o caminho da carreira, da independência financeira, do compartilhar as despesas da casa e da família com o marido. Em nossa aparente liberdade, somos “empurradas” para fora de casa ou, se queremos ser “apenas” donas de casa, de uma forma ou de outra somos rotuladas de mulheres antiquadas e dependentes. Será mesmo que é verdadeiro esse rótulo? Não creio...conheço mulheres ultra profissionais e que em certo sentido são mais dependentes de maridos ou de outras pessoas do que as “simples” donas de casa.

Acho que o que conta mesmo é a escolha daquilo que nos faz feliz, independente dos rótulos alheios ou caras feias dos outros. E, mais do que tudo, ser dona de casa ou ser profissional não define o que somos, na essência. São apenas atividades, funções. Sendo assim podem ser transitórias. Ou seja, não é porque somos donas de casa que precisamos morrer assim. E vice-versa.


Outro coisa que aprendi é que ser dona de casa e ser submissa também não são “estados” que necessariamente caminham juntos. É possível, claro, ser dona de casa e cheia de atitude diante da vida e do marido. Por que não? Não podemos confundir as coisas e jogar tudo num mesmo saco de percepções.

O movimento pró-donas de casa poderia começar com a escolha de um nome melhor para essa “função”. Creio que essa denominação tão careta ajuda a estigmatizar ainda mais a mulher que faz essa opção.

Está aberto o concurso para um novo nome para dona de casa. Algum palpite?

Cecília Russo Troiano é psicóloga, sócia-diretora da Troiano Consultoria de Marca e autora do livro “Vida de Equilibrista”. Casada e mãe de 2 filhos, ela afirma que é mãe equilibrista, vive sua vida tentando equilibrar “pratinhos”. Email - cecilia@troiano.com.br Venda do seu livro pelo site www.vidadeequilibrista.com.br

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