Cultura do estupro: 10 atitudes que te fazem cúmplice

Sem intenção de fazer mal, muitas pessoas acabam propagando a cultura do estupro. Entenda como este processo acontece e qual o seu papel nesta luta à favor do respeito mútuo
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Foto: iStock-gpointstudio

Tem muito bom namorado, marido, pai, irmão por aí que jura que é feminista. De que adianta "simpatizar" com a luta das mulheres e continuar alimentando a cultura do estupro? Existem diversas atitudes que contribuem para a propagação e formação do machismo na sociedade e acreditem, os homens e mulheres de bem, mesmo sem querer, acabam sendo coniventes com as violências físicas e psicológicas que acontecem contra todos os dias.


Para acabar com a cultura do estupro primeiramente precisamos atacar um de seus principais pilares: a omissão. Em uma sociedade que nunca está do lado das vítimas, estar ciente do que é criminoso, ofensivo, machista e agressivo é essencial.

Entenda aqui como você, acaba contribuindo involuntariamente para a cultura do estupro.

1- Colocando a culpa na vítima

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Não importa se a mulher estava de roupa curta/drogada/sozinha e muito menos onde estava. NADA JUSTIFICA O ESTUPRO, dizer que a culpa é da mulher é ser conivente!

2- Dizendo: "Mulher é confusa, quando diz 'NÃO' é 'SIM' "

Falta de respeito! Aceite que "NÃO" é "NÃO". Mesmo que a mulher tenha desistido de transar ou começou e achou melhor parar.

3- Presenciando o assédio sem fazer nada

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É preciso DENUNCIAR. Em transporte público há encoxadas e muitas vezes as pessoas veem e não fazem nada. Na rua sempre tem um engraçadinho que passa a mão onde não devia. ASSÉDIO É CRIME.

4- Insistindo que ela te quer

balada

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Quando um homem aborda uma mulher, vê que ela não está afim e mesmo assim a pega pelo braço ou cabelo, impedindo de ela passar. Há quem pede para os amigos fazerem uma roda em volta dela para "convencer". 

Você está cometendo assédio! Impedir alguém de passar, forçar a vontade de alguém ou deixar que os amigos façam é ser conivente com a cultura do estupro

5- Dizer que mulheres lésbicas "não encontraram o homem certo"

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Além de lesbofóbico, esta frase é conivente com a cultura do estupro. Por conta deste pensamento retrógrado, muitas lésbicas sofrem agressões na rua e até o famoso "estupro corretivo", onde homens acham que podem mudar a sexualidade dessas mulheres tendo relações sexuais sem consentimento. O que faz uma mulher ser lésbica é o amor e atração por mulheres, não a "frustração" com homens.

6- Sexualizando as "novinhas"

novinha

Foto: Reprodução/twitter

A maioria dos abusos sexuais acontecem em jovens e crianças de 5 a 17 anos. A "novinha" geralmente é uma garota menor de idade, uma CRIANÇA. Fazer apologia a sexualização dessas garotas na internet é CRIME. Ah, vale lembrar que fotos e vídeos enviados por WhatsApp também contam. Não seja conivente com a pedofilia!

7- Dizendo que a colega foi promovida porque "deu para o chefe"

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Foto:pixabay

Justificar o sucesso de uma mulher com atributos físicos ou sua vida sexual alimenta a cultura do estupro. Coloque-se no lugar dela, tenha empatia. Você gostaria que alguém dissesse isso sobre você? Mulheres podem SIM ser inteligentes e bem sucedidas por conta própria.

8- Recebendo imagens de violência sexual no WhatsApp

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Quem consome ou é OMISSO com qualquer tipo de violência sexual alimenta a cultura do estupro. Critique os amigos que fazem isso, não deixe este mal se espalhar!

9-  Aprovando e estimulando o comportamento "garanhão" em crianças / Dizendo que um menino vai ser o "terror das meninas" quando crescer, por exemplo.

crianças cultura do estupro

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Isso alimenta a cultura do estupro! É preciso ensinar que todos são iguais e donos do próprio corpo.

10- Mandando a filha fechar as pernas

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Pedir para uma criança ou adolescente fechar as pernas é tirar o direito desta pessoa ao seu próprio corpo. É preciso ensinar os meninos a não estuprar, não as meninas a não serem estupradas.

Entenda a cultura do estupro:

novinha

Foto: Divulgação

A cultura do estupro está enraizada nas famílias brasileiras, dentro de casa, na escola, faculdade e no trabalho. É uma forma de pensar que diminui a mulher, sua influência, seu livre arbítrio, seu corpo e sua inteligência.

É muito difícil para nós como sociedade admitirmos que podemos ser coniventes com essa vergonha, mas só admitindo é que somos conseguimos mudar esta realidade. Com muita empatia e vontade de mudar, nós conseguimos!

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