Copa também é palco de violência contra a mulher

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Na semana de abertura oficial da Copa do Mundo, o Brasil, dividido em clima de festa e manifestações, fecha os olhos para um problema pouco comentado pela mídia: a violência contra a mulher durante o mundial.

Você nem sequer parou pra pensar nisso desde que anunciaram que a Copa seria no Brasil, não é mesmo? A questão é que nem você nem tantas outras pessoas olharam atentamente para esta crise que aflige mulheres de todas as idades e de todas as classes sociais.

Abaixo, em cinco tópicos, os principais casos de violência contra a mulher durante os dias de jogos da Copa 2014:

1- Creches

Na época de jogos, quem vai antecipar as férias dos pequenos e atrapalhar a vida das mães que trabalham e não terão sua rotina modificada por causa da Copa? As creches. Bacana, né?

2- Adolescentes

Como no Brasil tudo vale meio milhão de meninas são exploradas sexualmente. O trabalho forçado de garotas obrigadas a trabalhar como "prostitutas infantis", hoje, chegam a quase meio milhão. Num país que irá receber cerca de 600 mil estrangeiros o número deve aumentar ainda mais. O clima de festa dentro dos estádios é reflexo do luto que cada adolescente irá conhecer ao serem obrigadas por suas famílias ou "bruta montes" a transarem se quiserem levar comida para dentro de casa.

3-Transportes

O caos do meio de transporte nem precisamos comentar. A população está pagando caro e deve pagar ainda mais durante e pós os jogos mundiais. Agora, imagina o quanto sofre aquela mãe, que além de depender do transporte público para trabalhar, necessita dele para buscar seus filhos na escola ou leva-los para o hospital quando doentes. Falta segurança e respeito. Constantemente, mulheres são assediadas dentro de ônibus e metrô.

4 - Trabalho

A FIFA chegou ao Brasil achando que manda e desmanda no país. Bom, a realidade é que eles mandam mesmo. O governo Dilma permitiu isso e, agora, só como um exemplo, mulheres que dependem da venda de seus alimentos não poderão levar sustento para casa. Tudo porque a FIFA limitou o número de mulheres que podem trabalhar na região dos estádios.

5 - Dentro dos estádios

Se o problema fora deles é incontável, engana-se quem acha que dentro tudo é festa. E as bandeirinhas sabem bem disso. A violação e exploração do corpo da mulher chegaram ao extremo. Desvalorizadas e assedias, mulheres que optaram por trabalhar em dias de jogos, sofrem, constantemente, preconceito e desrespeito por parte dos machistas de plantão.


Por Kelly Jamal

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