Copa do Mundo: dica para os turistas na África do Sul

Copa do Mundo dica para os turistas na África do S

Assistir a Copa é para poucos. Mas a lista de brasileiros até que é grande. Dados Sebrae indicam que até o dia 26 de maio, 5,2 mil pacotes para a África do Sul foram vendidos pelas seis operadoras brasileiras credenciadas pela Fifa no Brasil. Estima-se que, ao todo, cerca de 15 mil brasileiros irão até lá torcer pela seleção.

Quem é um dos felizardos e já está com passaporte na mão deve antes de mais nada ficar atento à vacinação contra febre amarela. A vacina deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque dentro das normas do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Com validade de dez anos, a dose é oferecida em postos de saúde do Sistema Único de Saúde. Para saber os endereços em todo país basta acessar a página da ANVISA. Lá você também encontra os postos privados credenciados.

Outra questão importante é saber o que levar na mala. Segundo a personal travel Deka Costa é preciso estar preparado para várias temperaturas. Mas como o período é de inverno por lá, separe casacos e roupas bem quentinhas, pois os termômetros giram em torno de 5°C e 20°C, e variam muito conforme a cidade.

Para evitar cóleras ou diarréia, a personal travel indica não se aventurar muito na gastronomia. Além de observar as condições de higiene dos locais, os turistas também devem se precaver tomando apenas água e chás engarrafados ou hermeticamente embalados. "Coma frutas e vegetais cozidos ou descascados. Os alimentos devem ser bem cozinhados (passados) e preparados na hora. Evite os pratos que levem molhos de ovos crus ou mal passados - molhos como maionese ou molho holandês", aconselha.

Conforme a professora de inglês Graziella Gonçalez, que ministra cursos de idiomas e costumes especialmente para que vai à África do Sul, a culinária sul-africana tem na maioria dos seus pratos muita carne vermelha, consumidos na forma de churrasco. "Ele é chamado de Braai e está por todo lado, mas há peixes bastante gostosos. Também é uma ótima oportunidade para experimentar bons vinhos. Em torno de Stellenbosch, Franschoek e Paarl existem uma das melhores vinhas do mundo".

Se no final você gostar do que experimentou, vale arrotar na mesa, pois para o chef será um bom sinal. Turistas não devem ficar preocupados em recusar a comida, mesmo porque certamente isso vai acontecer. "Eles vão encontrar muitos sul-africanos nas ruas vendendo insetos e outras iguarias, algumas são oferecidas para experimentar, principalmente nas feiras livres", diz Gonçalez. Nessa hora, ela aconselha recusar dizendo o bom e velho "thank you". Grilos e outros insetos fazem parte do cardápio de comida rápida e substituem os sanduíches da tarde. Caso você tope a oferta só não vá de garfo e faca. "Lá é tudo na mão, é uma gafe usar talheres", completa a professora. Lembrando que nos restaurantes dos hotéis é comum o café-da-manhã ao estilo inglês.

Graziele afirma que a África do Sul possui 11 idiomas oficiais: africâner, isiNdebele, isiXhosa, isiZulu, Sepedi, Sesotho, Setswana, siSwati, Tshivenda, Xitsonga, e também o inglês, usado por turistas e pela população local. "De modo geral, formulários, material de propaganda e os quadros de horário são escritos em inglês e africâner. As placas e sinais de trânsito também alternam entre um e outro. Portanto, fique com o inglês e faça umas aulinhas particulares ou separe um bom dicionário de palavrinhas básicas do africâner antes de viajar", diz.

Assim como no Brasil, entre os sul-africanos o aperto de mão (handshake) é bastante usado entre estranhos. Homens e mulheres conhecidos se cumprimentam com beijos no rosto. "Estenda a sua mão apenas se for apresentado a alguém. Nada de cumprimentar com as mãos os atendentes de hotel. Por serem de uma classe mais baixa normalmente são religiosos que não tocam nas mãos", adverte Graziele.

Grande parte dos sul-africanos, em torno de 65%, são cristãos. "Mas existe uma enorme diversidade de crenças incluídas, desde as igrejas indígenas africanas até os segmentos de tradição racistas provenientes das Igrejas Reformistas da Holanda", diz. Segundo a professora, a maior delas é a Zionista Cristã, cujos membros podem ser reconhecidos por usarem uma estrela de prata sobre um fundo verde.

"As chamadas igrejas indígenas são gerenciadas para negros e seguem a linha etíope ou zionista. Uma minoria da população negra segue religiões tribais tradicionais, o que geralmente inclui rituais de magia combinados a práticas cristãs", conclui Graziele.


Informações importantes:

Fuso horário: a África do Sul está há cinco horas a mais em relação à Brasília.

Tempo de vôo: em média oito horas.

Moeda: a unidade monetária de lá é o Rande. A variação entre real e rand é de cerca de um para quatro. Além de levar dinheiro em espécie, uma boa opção é o traveler check. Você abastece com a quantia desejada e com antecedência, quando o câmbio está favorável, bastante importante em situações de emergência.

Por Juliana Lopes

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