Como lidar com a crise dos 30 anos?

Não ter o emprego dos sonhos, não ter planos para filhos ou não conseguir namorado são algumas das preocupações da famosa crise dos 30 anos.
crise dos 30 anos

O filme De Repente 30 mostra a história de uma garota de 13 anos que acorda aos 30. Na trama, ela percebe que não virou nada do que gostaria. Foto: Reprodução

O tempo passa e temos 30 anos. De repente percebemos que não estamos mais com quinze anos e você se pega olhando fotos e pensando “como o tempo passou rápido, parece que foi ontem”. A grande maioria das pessoas tem a sensação de que, a cada ano que passa, o tempo está passando cada vez mais rápido – e, basicamente, é verdade. 

As nossas responsabilidades aumentam gradativamente: escola, faculdade, trabalho, casa, filhos. Tudo muito rápido e tudo pra agora. Temos nitidamente a sensação de que não temos tempo para resolver aqueles pepinos, entregar os trabalhos no prazo, pagar as contas antes do vencimento – o tempo passou só enquanto você lia esse parágrafo.


Com cada vez mais responsabilidades que vamos adquirindo ao longo do tempo, alguns planos começam a ficar de lado. Isso não significa, claro, que estamos nos abdicando dos nossos planos, apenas estamos deixando de lado um pouquinho, para dar prioridade àquele outro projeto – depois outro, depois outro. E os antigos planos? Ah, estes ficam pra depois. Mas, quando será esse depois? A essas reflexões e àquele pequeno desespero que bate lá na boca do estômago ao pensar nisso é que damos o nome de crise. Principalmente porque ela, geralmente, chega querendo ficar.

O nome “crise dos trinta anos” se dá, basicamente, porque essa é a idade em que as pessoas comumente idealizam que já terão conquistado tudo: a casa, o carro, o par ideal e, não por menos, o primeiro filho que certamente já estará a caminho! 

A crise pode bater por duas razões: 01) porque você chegou aos trinta e todos aqueles planos ainda não aconteceram ou 02) porque aconteceram e você não sabe o que fazer daí pra frente. Então, o que fazer?

Como falamos lá em cima, a nossa vida anda muito corrida: no trabalho, em casa, na faculdade. Estamos constantemente querendo mostrar os melhores resultados no trabalho e deixamos de lado o nosso pessoal. Por mais que ser bom no trabalho seja um fator importante na vida de qualquer ser humano, aquilo que podemos conquistar com o trabalho fica esquecido, e chega uma hora em que até o próprio trabalho perde o sentido, porque ficamos sem reforçadores.

A dica é...

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Foto: charmingpaper

Tente se cobrar menos. Quanto menos nos cobramos, menos frustrados nos sentimos quando algo não sai do jeito que queríamos ou quando não conseguimos atingir um objetivo. Cobrar-se menos não quer dizer que você pode relaxar (no sentido de não cuidar mais) das próprias responsabilidades, mas no sentido de olhar para si mesmo e pensar que somos humanos e podemos falhar, estamos todos passíveis a isso, e que tudo bem, sempre podemos começar de novo.

O que “não se cobrar” tem a ver com a crise?

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O que fazer com os planos deixados para depois? Foto: Istock

A ideia de aceitar as próprias falhas reflete na prevenção da “crise de identidade” se pensar que, ao chegar à idade em que os planos foram idealizados sem ter conquistado os sonhos, você saberá lidar com isso. Tudo depende de trabalhar a maneira como as falhas e frustrações serão lidadas. 

A crise dos 30 anos bateu e não sei como lidar...

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Buscar ajuda é uma boa alternativa para encarar essa fase. Um profissional coach é o mais recomendado para este tipo de situação – e inclusive são bastante procurados com esta demanda! 

O segredo é sempre buscar o autoconhecimento. Saber os próprios limites é fundamental para traçar o melhor caminho a seguir, em todas as áreas da vida.

Psicóloga Thaiana Brotto

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