Como judeus e muçulmanos comemoram o Natal?

O Natal de judeus e muçulmanos

Foto: Rick Gayle Studio/Corbis

Os judeus não acreditam que Jesus é o Messias, o Salvador, mas, sim, um profeta. Por conta disso, o Natal acaba passando batido. Em compensação, eles celebram o Hanukkah, palavra hebraica significa dedicação, inauguração. A festa dura oito dias e começa após o pôr-do-sol do 24º dia do mês judaico.

Também conhecida como a festa das luzes, o evento lembra a vitória dos judeus contra uma província grega que tentava proibir a religião deles, há 2.200 anos. Os macabeus venceram a batalha com um pequeno exército, o que foi considerado um milagre.

Durante o Hanukkah os judeus jogam um jogo de azar chamado dreidel (um pião de quatro lados com uma letra do alfabeto hebraico em cada um). A grande ceia de Natal é substituída por algo mais simples: um cardápio composto por panquecas de batata (latkes) e roscas com geleia (sufganiyot).

Outra religião que não comemora o Natal é a muçulmana. Para seus seguidores, Jesus é um dos cinco principais profetas dos muçulmanos, mas não é considerado o Messias, semelhante a Deus.

Os islâmicos (ou muçulmanos) fazem o Ramadã (mês sagrado marcado pelo jejum). A ato é feito no nono mês do calendário islâmico (em 2013 foi celebrado entre 9 de Julho e 7 de Agosto) e começa no raiar da aurora (oração da alvorada) e termina no pôr-do-sol (oração do crepúsculo). Durante esse período as pessoas devem evitar a ingestão de alimentos e bebidas, o fumo e as relações sexuais. O fim do jejum é celebrado com a Eid ul-Fitr.

Outro momento que marca a religião muçulmana é a Eid Al Adha. A também chamada Festa do Sacrifício acontece a partir do décimo dia do mês do calendário islâmico, ou 70 dias após o Ramadã. Os islâmicos fazem a oferta de um de um sacrifício animal (um cordeiro, uma vaca ou um camelo) para celebrar a memória de Abrãao, que teria aceito sacrificar seu filho Ismael segundo uma ordem de Deus.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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