Como descartar o lixo eletrônico?

Como descartar o lixo eletrônico

Cada vez mais, termos como sustentabilidade e consumo consciente fazem parte da vida diária. Diante dos inúmeros estragos que o homem faz ao meio ambiente, é necessário adotar hábitos ecologicamente corretos - para não piorar a situação do planeta. E no meio da modernidade, saber o que fazer com o lixo eletrônico é fundamental.

“Todo tipo de equipamento eletroeletrônico em fim de vida útil, ao ser descartado ou aposentado pelo cidadão, pode ser considerado como resíduos de equipamento eletro-eletrônico (REEE)”, explica Carlos Silva Filho, coordenador do departamento jurídico e de relações institucionais da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelp). Resíduos gerados a partir de produtos elétricos e eletrônicos, assim como todos os componentes, partes e bens que já tiveram alguma utilidade elétrica ou eletrônica se classificam como REEE.

É importante lembrar que esse tipo de lixo não pode ser descartado de maneira convencional. “Já existem diversos fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos, bem como empresas de reciclagem, que recebem esses resíduos para encaminhamentos adequados”, afirma Carlos. Fabricantes de celulares, por exemplo, recebem aparelhos e baterias por meio de centrais instaladas em postos de atendimento das operadoras.

Esse lixo moderno requer tratamento especial no destino final porque pode carregar na sua composição metais pesado e outros elementos químicos contaminantes. “Seu descarte inadequado pode causar poluição do solo e do lençol freático. Além disso, se a desmontagem for realizada de maneira inadequada e sem os cuidados necessários, pode causar poluição do ar e das pessoas que o manuseiam”, alerta o coordenador. Se bem encaminhado, a desmontagem é feita com o derretimento das partes plásticas para a recuperação dos metais contidos nos equipamentos.


Quando questionado sobre o andamento dos programas que envolvem atividades de coleta e reciclagem de materiais eletrônicos, o especialista não responde de maneira otimista. “O panorama dos REEE no mundo é crítico: o volume existente é enorme. E as políticas públicas implantadas ainda não produzem os efeitos desejados de minimizar a geração, aumentar a durabilidade e garantir um destino adequado após o uso”.

Estudos mostram que 2,5 a 4 bilhões de toneladas de resíduos são coletadas por ano no mundo. Deles, 1,2 bilhões de toneladas são resíduos sólidos urbanos. No Brasil, são coletadas por dia 140 mil toneladas desse tido de resíduo. Mas, infelizmente, como bem lembra Carlos, os programas envolvendo atividades de coleta e a reciclagem dos materiais contidos nos equipamentos eletroeletrônicos, bem como regulamentações que disciplinem a utilização de substâncias perigosas nesses produtos encontram-se ainda em estágio inicial na maioria dos países.

Na opinião de Carlos, o grande volume desses resíduos, aliado à ausência de legislação e políticas a respeito do tema, torna a situação preocupante. “Esses equipamentos contem diversas substâncias danosas ao meio ambiente. A destinação inadequada comprometerá consideravelmente as condições de saúde pública e, por consequência, a qualidade de vida da população”. Empresas do ramo podem ajudar a encontrar o melhor local de depósito e a doação daquele eletrônico que não serve mais para você também é boa opção de reaproveitamento e consciência (social) ambiental.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

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