Coleta seletiva evitaria importação ilegal de lixo

Coleta seletiva evitaria importação ilegal de lixo

Na última semana, cerca de 50 toneladas de lixo hospitalar, ilegalmente importado dos EUA, foram descobertas em contêineres desembarcados no porto de Suape, em Pernambuco. Infelizmente, não é a primeira vez que grandes carregamentos de resíduos sólidos ilegais chegam ao Brasil. São procedimentos ilegais, que levantam as discussões que abrangem o gerenciamento do lixo no mundo.

A compra de resíduos recicláveis é algo comum para a indústria nacional. No Brasil existe matéria-prima suficiente para o setor, mas a falta de coleta seletiva faz com que não ocorra o aproveitamento necessário.

Uma entidade que acompanha a questão da reciclagem e da destinação de resíduos no Brasil, a Plastivida, acredita que esse tipo de problema poderia ser evitado se o Brasil contasse com uma estrutura eficiente de coleta seletiva para o abastecimento da indústria que utiliza plásticos como matéria-prima, pois todos os plásticos (inclusive o isopor, sacolinhas, embalagens metalizadas, PVC, entre outros) são 100% recicláveis.

Pesquisa realizada pela entidade mostra que apenas 8% dos municípios brasileiros contam com coleta seletiva estruturada. É a falta de coleta seletiva que abre espaço para a importação ilegal de lixo no Brasil. Ao invés de aproveitar a matéria-prima do país, é reutilizado apenas o que vem de fora.

O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, acredita que a disseminação dos conceitos de consumo responsável, reutilização dos produtos e destinação adequada dos resíduos, é o canal mais eficaz para que toda a sociedade compreenda sua função em prol da sustentabilidade.


"É por meio da educação que vamos conseguir aproveitar melhor os recursos, gerar economia e garantir a preservação ambiental", afirma o executivo.

Por Jessica Moraes

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