Balada eco-friendly

Pelo mundo a onda verde nas baladas pegou forte Nã

Foto: divulgação

Para quem curte um bom rock’n roll, o Festival SWU é assunto certo nas rodinhas. Mas, mais do que trazer bandas internacionalmente famosas entre os dias 9 e 11 de outubro para Itu, a 70 km de São Paulo, o evento levanta a bandeira do ecologicamente correto e é resultado de um movimento de conscientização em prol da sustentabilidade. O show, na verdade, celebra as ações já tomadas pelo SWU enquanto organização. Mas vai contar até com praça de alimentação orgânica.

Pelo mundo, a onda verde nas baladas pegou forte. Não só em festivais grandes, que abusam de reciclagem e uso de material diferenciado, casas noturnas tem optado pelo cuidado com o meio ambiente. Fora do Brasil, o verde já invadiu as festas.

Na Europa, por exemplo, a Club4Climate responde por casas que levam sua preocupação para a pista de dança. No Surya, que fica em Londres, até a energia solta na pista se transforma para abastecer a casa - parte da energia é gerada pelos pés em movimento. "Os copos usados são de material ecologicamente correto (policarbono) e todo vidro, metal, plástico e papel dos bares são reciclados", garante Andrew Charalambous, idealizador do grupo, que também já tem casas do tipo nos Estados Unidos. Quem chega à balada a pé, de bicicleta ou usando meios de transporte públicos entra de graça.

A ideia leva em consideração outra balada já conhecida pelo mundo, a "Sustainable Dance Club", que também quer promover a diversão responsável. É deles, por exemplo, a patente da pista de dança sustentável - onde casa pessoa pode produzir entre 5 e 20 watts, dependendo do peso e nível de atividade.

Em 2006, a primeira balada deles abriu, em Rotterdam, na Holanda e, um ano depois, a SDC já estava funcionando enquanto entidade reconhecida no meio clubbing-eco-friendly. Mais do que dar nome a uma casa, o "selo" SDC qualifica outros clubes que levem adiante a mesma vibe verde. "A ideia é não apenas consumir energia numa balada e, sim devolvê-la um pouco ao mundo", afirma o Michel Smith, idealizador da marca SDC e de seus produtos.

Se na Europa a coisa bomba, nos Estados Unidos não poderia ser diferente. Por lá, a casa Greenhouse é hoje a balada ‘eco-cool’ de Nova York e Miami e há planos para abrirem uma aqui em São Paulo. Boatos existem, mas ninguém da casa confirma.

Pelo mundo a onda verde nas baladas pegou forte Nã

Foto: divulgação

Lá, a energia é gerada pelo vento e a iluminação usa lâmpadas de LED. Os banheiros poupam energia e até a decoração é feita de material reciclável. Há quem diga que famosinhos como Cameron Diaz, Katy Perry e Rihanna são figuras carimbadas nessa balada verde, já endossada por Bono Vox e Brad Pitt.


Aqui no Brasil, uma boa pesquisa via Google levou a uma casa verde em pleno Amazonas. O EckoLounge, que fica em Manaus, já dá seus passos como balada eco e foi todo criado a partir de materiais reciclados. Lá eles ainda reaproveitam a água da chuva. Bom começo!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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