Bachelet afirma: participação da mulher no novo Egito é fundamental

Bachelet afirma que participação da mulher no novo

Foto/ Reprodução site Haward University

A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, incentivou as mulheres egípcias a lutar por um papel mais importante rumo a democracia do novo Egito. Bachelet e a ministra egípcia de Cooperação e Planejamento, Faiza Abu al Naga, abriram a conferência internacional "Caminhos para as Mulheres nas Transições", no Cairo, organizada pelo Fórum das Mulheres das Nações Unidas. O comentário aconteceu após a polêmica com um general egípcio, que admitiu que os militares fizeram "testes de virgindade" nas manifestantes que participavam dos protestos contra o então presidente Hosni Mubarak.

Para Bachelet a igualdade de gênero não é um luxo e sim um imperativo. Atualmente ela é diretora-executiva da ONU-Mulheres, e afirma ser fundamental ainclusão das mulheres em postos de responsabilidade para assegurar real igualdade. A ex-presidente elogiou o papel das mulheres egípcias durante as mobilizações populares no início do ano, que terminaram com a renúncia de Mubarak. Ela afirma que o momento histórico que o Egito vive na atualidade representa uma oportunidade para expansão dos direitos das mulheres.

Abu al Naga afirma que é inaceitável que ela seja a única mulher no gabinete ministerial egípcio e apontou o momento vivido no país como oportuno para que as mulheres façam valer seu papel na sociedade.

Teste de virgindade em egípcias que protestavam

Pela primeira vez um oficial confirmou a prática de testes de virgindade em mulheres egípcias após denúncias feitas pela Anistia Internacional. A instituição afirma ainda que algumas mulheres presas durante os protestos sofreram eletrochoques e foram ameaçadas com acusações de prostituição.

A rede de TV americana CNN falou com um general não-identificado que admitiu que os militares fizeram os testes nas manifestantes da praça Tahrir durante os protestos contra Hosni Mubarak.

As mulheres egípcias narraram como aconteceu a abordagem policial. Elas foram jogadas no chão, receberam tapas, choques e foram chamadas de prostitutas. Depois foram levadas a cadeia onde eram obrigadas a fazer o "teste de virgindade" com um médico sob ameaça de tomar choques se recusassem.


O general se referiu as mulheres de maneira preconceituosa afirmando que era necessário realizar os testes já que elas estavam acampadas com homens na Praça Tahrir. Ele ainda disse que no local foram encontrados coquetel molotov e drogas, por isso, segundo ele, era preciso fazer o teste para que elas não os acusassem de estuprá-las ou molestá-las.

Por Catharina Apolinário

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