As leis da simplicidade

As leis da simplicidade

O sonho da vida simples às vezes parece mais distante que a vida complicada que a gente leva. Na correria, complicar fica mais fácil que descomplicar e, no balanço final, as pequenas coisas (e realmente simples) acabam esquecidas. Para não correr o risco de viver para sempre o pesadelo da complicação, John Maeda escreveu um livro para colocar no papel tudo que pensava sobre simplicidade. O resultado é uma lista de leis que, se cumpridas, pode transformar a vida de muita gente.

Em "As leis da simplicidade", publicado em 2005, é possível encontrar uma infinidade de dicas para viver melhor. Mas são as 10 leis que podem mesmo mudar o jeito de ver o mundo. O Vila Equilíbrio vai explicá-las. Cabê a você aplicá-las!

A primeira lei é "Reduzir". Segundo Jonh, esse é o jeito mais simples de alcançar a simplicidade. Para isso, é preciso reduzir funcionalidades. "Na dúvida se alguma coisa importa, apenas remova da vida". Depois de ‘reduzir’ outra lei é "Organizar". E isso começa em casa mesmo. John diz que os lares das pessoas estão cheios de coisas que as pessoas não precisam realmente. A dica dele é: compre uma casa maior, coloque tudo que não precisa num estoque e o que sobrar, organize da melhor maneira. "Organização faz coisas que são ‘muitas’ parecerem ‘poucas’, ou seja, simplifica".

Poupar tempo é outra regra da vida simples. John acredita que a espera desnecessária complica a vida - não importa se é a fila do banco ou a página da internet carregar. Ele lembra que as empresas (e as atitudes) que ajudam a poupar tempo descomplicam a vida. "Forçar uma espera é desnecessariamente complexo".

Aprender parece não ter nada a ver com simplicidade - mas tem! "O conhecimento faz tudo ser mais simples", afirma John. Segundo ele isso é uma verdade não importa a dificuldade de uma atividade. "O problema de usar tempo para aprender dá o sentimento de perder tempo, violando a terceira lei", diz. Mas ele explica que é muito melhor realizar algo depois de receber instruções do que se aventurar a aprender fazendo.

"Contextualizar" os acontecimentos também é virtude de quem sabe viver com simplicidade. Ajuda a clarear as atitudes. Emoção e confiança também fazem parte das leis. Para John, "mais emoção é melhor que menos", e "simplicidade inspira confiança".

No meio das leis que Jonh produziu existe uma importante: a que valoriza a diferença! Segundo ele, simplicidade e complexidade se completam. "Sem o complicado, não conseguimos reconhecer o simples". Por isso, não enlouqueça antes de simplificar.


A última lei de Jonh diz que a simplicidade é subtrair o óbvio e adicionar o realmente importante. Mas talvez mais importante que todas as leis seja a que admite a falha. "Algumas coisas jamais serão simples". Ainda bem, né?

Por Sabrina Passos (MBPress)

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