Aprenda a fazer um ritual para Iemanjá

Por ser muita vaidosa, dizem que esta deusa da fertilidade adora presentes
Aprenda a fazer um ritual para Iemanjá

Hoje é dia dos seguidores do candomblé e do catolicismo prestarem homenagens à Iemanjá. Também chamada de Nossa Senhora da Conceição, a santa, cujo nome deriva da expressão Iorubá "Yèyé omo ejá" ("Mãe cujos filhos são peixes"), é conhecida como Rainha dos Mares, Sereia do Mar, Princesa do Mar, Inaê e Mucunã.


Por ser muita vaidosa, dizem que esta deusa da fertilidade adora presentes. Sabendo disso, no dia dedicado a ela, barcos e mais barcos artesanais são lançados ao mar pelos seus seguidores, repletos de pedidos e oferendas. Para alguns, se ela devolve, significa que o desejo não será realizado. Por este motivo, há pessoas que soltam seus presentes em alto mar para evitar uma possível decepção. "Uma vez, uma conhecida minha jogou um par de argolas no mar. No outro dia, o mar devolveu apenas uma. Para ela, isto significou que Iemanjá realizaria seu pedido pela metade", conta Thereza Ramos, moradora de Salvador.

Já outros acham que isto é crendice e que, independente da devolução total ou parcial, o pedido será realizado, desde que feito com fé. Na verdade, os seguidores da santa jogam oferendas nas águas porque os oceanos, mares, praias, rios, lagos e cachoeiras fazem parte do domínio de Iemanjá. Além disso, as águas possuem força vibratória e tem o poder de devolução.

Uma das maiores festas em homenagem ao orixá acontece em Salvador, na Bahia. A famosa Festa de Iemanjá, ou Festa do Rio Vermelho - por acontecer no bairro de mesmo nome - reúne milhares de moradores e turistas frequentadores ou admiradores do Candomblé e da Umbanda. Já a festa católica acontece na Cidade Baixa, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia.

Apesar de ser uma festa muito bonita, ela contribui e muito para a poluição do meio ambiente. "Nos dias consecutivos, a sujeira que toma conta das praias é, no mínimo, preocupante. Vivemos uma realidade na qual a natureza vem nos mostrando as consequências catastróficas da falta de zelo pelo nosso planeta", alerta o Esotérico e Babalorixá Daniel Atalla. "Quando vejo a praia cheia de ‘sobras’, penso no que Iemanjá deve achar disso".

Para dar sua contribuição, o Babalorixá afirma que há rituais que podem sim ser feitos sem poluir o meio ambiente. "Existem inúmeras formas de homenagear Iemanjá sem agredir a natureza e são tão poderosas quanto às tradicionais".

Ritual de Iemanjá ecologicamente correto

Este ritual deve ser realizado no dia 02 de fevereiro: no centro de uma tigela de vidro, de preferência redonda, posicione um copo de vidro emborcado, cujo fundo seja grande o bastante para abrigar uma vela de sete dias. Ao redor do copo, espalhe algumas conchas. Coloque água na tigela, cuidando para que não chegue à altura do copo. Polvilhe, então, um punhado de sal grosso na água, representando o mar.

Separe sete rosas brancas sem os caules, e coloque-as sobre a água. Ponha também uma vela de sete dias na cor azul clara apoiada sobre o fundo do copo. Acenda-a, mentalize seus desejos e, por fim, faça a Oração a Iemanjá.

Repita esta mentalização e a oração diariamente, por sete dias. As rosas podem ser dispensadas no lixo comum, em um saquinho separado. Despeje a água na pia, representando a água corrente. Separe as conchas, seque-as, coloque-as em um saquinho, preferencialmente branco ou azul claro, e guarde como amuleto.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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