Aplicativo Moda Livre monitora empresas que usam trabalho escravo

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Foto - Divulgação

O Aplicativo Moda Livre recebeu recentemente uma atualização e ganhou mais alguns nomes, ficando oficialmente com 47 marcas e varejistas do mundo da moda na lista de monitoramento. Para quem não conhece, o app exibe as principais marcas de roupa do País e o que elas estão fazendo (ou quais delas não possuem envolvimento) para não utilizar o trabalho escravo e para fiscalizar esse tipo de conduta ilícita.

A lista conta com nomes conhecidos como Siberian, Emme, M.Office, Crawford, Bo.bô Memove, C&A, Americanas, entre outras. A ideia não é bloquear suas compras, mas fazer com que você pratique o consumo consciente.

O app foi desenvolvido pela Ong Repórter Brasil, conhecida por lutar pelos direitos humanos, e classifica as marcas em três categorias: verde, amarela e vermelha.

Como você pode deduzir, o verde significa aquela empresa que não tem qualquer relação com o trabalho escravo e possui métodos de fiscalização eficientes; já o amarelo identifica as marcas que precisam melhorar a fiscalização e o vermelho identifica quem você deve ter mais atenção - ou seja, empresas que não possuem qualquer método de fiscalização e possivelmente já tiverem envolvidas com casos de trabalho escravo.

A base de dados é atualizada regularmente de acordo com informações e denúncias feitas compra as empresas pelo Ministério do Trabalho e também com questionamentos feitos diretamente às empresas. Até o momento, dentre os 47 nomes listados, apenas 5 apresentam o sinal verde.

Além das classificações, o aplicativo tem uma seção específica que exibe notícias sobre o assunto e também explica direitinho o que é o trabalho escravo.

Para as interessadas, o aplicativo Moda Livre está disponível para Android e iOS gratuitamente.


Por Tissiane Vicentin

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