9 motivos para as mulheres combaterem homofobia todos os dias

Não importa a nossa orientação sexual, nós devemos espalhar o amor e a empatia. Saiba como combater a homofobia no dia a dia!
Mulheres contra a homofobia

Foto: Istock/bowie15

Neste dia dos Namorados (no Brasil) uma notícia envolvendo um crime contra o amor deixou o país e o mundo mais triste. Pelo menos 50 pessoas foram mortas em um ataque dentro de uma boate voltada ao público LGBT em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos. Um atirador abriu fogo durante a noite e além de tirar a vida dessas 50 pessoas, feriu outras 53. Esse massacre envolvendo o ódio as pessoas LGBT levantou uma discussão pertinente: Por que a homofobia mata tanto?


Nós, mulheres de todas as orientações, já sofremos diariamente com o machismo da sociedade e sabemos que lutar pela igualdade, pelo respeito e pela liberdade de ser quem você é - independentemente da aprovação dos outros - não é tarefa fácil. E é por isso mesmo, pela empatia ao próximo, que devemos também levantar essa bandeira contra o ódio e ajudar, nem que seja no nosso dia a dia, a diluir o discurso de ódio e de intolerância que se espalha ao nosso redor. Como fazemos isso? Espalhando informação, plantando novos ideais e abrindo os olhos de quem ainda não entendeu que a homofobia é crime e mata todos os dias.

Veja abaixo como combater a homofobia diariamente:

1- Saiba "o que dizer para seus filhos"

Uma boa educação deve desmontar estereótipos, veicular conhecimentos e estimular nos jovens a entenderem e celebrarem as diferenças. Para explicar uma relação homossexual ao seus filhos basta dizer que ali existe amor e que não há nada de errado nisso. Também é importante defender a paz e não estimular a violência em nenhuma hipótese. Acredite, é muito mais fácil explicar o amor do que o ódio. Um simples tweet publicado no portal BuzzFeed provou isso:

combate à homofobia

Foto: Reprodução/Twitter

2- Corrija colegas que usam termos pejorativos

"Viadinho" ,"bicha", "sapatão" e "traveco" definitivamente são termos ofensivos e que estimulam a intolerância. Ao ouvir alguém usar esse vocabulário é importante dizer que "gay", "lésbica" e "transexual", por exemplo, são palavras mais adequadas e que não ofendem ninguém.

3- Entenda que o amor tem diferentes formas de se manifestar

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Foto:iStock_petrunjela

Amor é amor, simples assim e sem rótulos. "Beijo gay" e "namoro gay" por exemplo, deveriam ser apenas referidos como "beijo" e "namoro". Afinal, ninguém fala que na novela teve um "beijo heterossexual". Pense nisso!

4- Não resuma a comunidade LGBT à "festa e bagunça"

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Foto: Reprodução/Andre Penner-AP

A Parada LGBT é de fato um grande acontecimento onde a comunidade LGBT celebra as diferenças e luta todos os anos em prol de um tema específico que reivindique melhorias. Porém não é porque o evento é feito com grande alegria e euforia que todo os gays sejam resumidos a uma grande micareta. Gays, lésbicas, travestis e bissexuais trabalham, estudam, têm filhos e acordam cedo como todo mundo. Ao perceber alguém tratando LGBTs como pessoas promíscuas, corrija!

5- Aceite as novas famílias

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Foto: iStock_czarny_bez

Outra lição para aprender e ensinar as crianças. Família é família, sem molde definido e sem certo e errado. Não importa se é composta por dois homens, duas mulheres, um homem, uma mulher, avós ou tios. Onde há amor e união, há uma família, essa é a ideia.

6- Seja solidário com quem sofre - e estimule a solidariedade

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Foto: iStock_Ridofranz

Em 2013 foram contabilizados 312 assassinatos, mortes e suicídios de gays, travestis, lésbicas e transexuais brasileiros vítimas de homofobia e transfobia, de acordo com levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB). A média é de uma morte a cada 28 horas. O mais triste é que quando não acontecem as mortes, as humilhações, retaliações e injustiças à comunidade estão acontecendo. Frequentemente jovens são expulsos de seus lares, ridicularizados, agredidos e expostos por conta desta mesma homofobia que mata.

Como nós, mulheres, podemos ajudar? Dando a mão ao próximo, sendo solidárias e se colocando no lugar das vítimas, estendendo a mão a quem precisa.

Mapa homofobia no Brasil

Arte: Reprodução/Brasil Post

7- Esteja ciente de que nem toda lésbica quer te "pegar"

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Foto:UberImages

Esse é um pensamento frequente entre as mulheres cisgêneras e heterossexuais. Não, assim como nem todos os homens tem interesse em você, nem todas as mulheres te desejam. É perfeitamente possível ser amiga - quiçá melhor amiga - de uma lésbica com a total certeza de que ela não vai te faltar com o respeito. Vale a pena frizar isso ao notar algum comportamento lesbofóbico entre as amigas.

8- Saiba que o respeito deve ser praticado em todas as religiões

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Foto: Reprodução/adiberj

Não importa a religião, o respeito deve ser predominante. Mesmo se você não concorda ou que suas crenças não permitam a união LGBT, é importante aceitar o livre arbítrio de cada um e permitir que todos construam sua felicidade ao lado de quem amam. Não deixe as pessoas justificarem o ódio com a religião!

9- Denuncie!

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Foto: iStock_nito100

Ao se deparar com uma cena de homofobia, a primeira atitude deve ser denunciar. João Pessoa (PB) é a única capital do Brasil a ter uma delegacia exclusiva para crimes motivados por homofobia e transfobia. Mas além disso, em Sergipe, São Paulo e Piauí também existem trabalhos semelhantes de proteção da população LGBT.

Nos estados em que não há delegacias especializadas, as denúncias podem ser feitas pelo 190 (número da Polícia Militar) e pelo Disque 100 (Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos).

Por Thamirys Teixeira

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