Tal mãe, tal filha

Tal mãe tal filha

Um ditado antigo diz que toda mulher acaba se transformando na própria mãe com o passar do tempo. E agora, um estudo norte-americano parece provar que há mais verdade nesse ditado do que ele realmente expressa.

O que os estudiosos fizeram, dessa vez, foi avaliar o rosto de mulheres com tecnologia tridimensional para perceber a ação do tempo, principalmente na região dos olhos e do nariz. As fotos de 10 mães e filhas, com idades entre 15 e 90 anos, foram analisadas.

Como resultado, o que se percebeu foi uma imensa similaridade no envelhecimento dos tecidos de cada um dos pares. Segundo o estudo, as filhas tendem a seguir as mães quando o assunto é flacidez e perda de volume na região ao redor dos olhos e pálpebras.

"Até agora, os estudos de envelhecimento facial foram subjetivos e de observação. As mudanças anatômicas associadas ao envelhecimento são descritivas e não tem resultados quantitativos", afirmou a equipe do Centro Médico da Loma Linda University, na Califórnia, formada por Matthew Camp, Zachary A. Filip, Wendy Wong e Subhas Gupta. Agora, com essa descoberta, a intenção é ajudar a indústria de cosméticos e servir de guia no desenvolvimento de produtos para a região dos olhos.


O estudo foi publicado pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) e apresentado em outubro num evento da entidade, em Seattle. A principal conclusão, além da semelhança entre o envelhecimento de mães e filhas, está no fato de que a perda de volume na pálpebra começa perto dos 30 anos e progride conforme o tempo passa. A cirurgia nessa área do rosto, conhecida como blefaropastia, foi a quarta mais popular em 2008, nos Estados Unidos, com mais de 220 mil procedimentos, segundo a ASPS.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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