Os efeitos do estresse na pele

Os efeitos do estresse na pele

Muita gente não sabe, mas o estresse vivido no dia-a-dia, além de provocar dor de cabeça e muita indisposição, também pode trazer grandes (e até perigosos) problemas para a saúde da pele.

A dermatologista Sheila Politi Crespim, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (São José dos Campos), conta que quando o bebê se forma na barriga da mãe, o sistema nervoso e a pele têm formação conjunta. Isso explicaria porque muitos dos problemas emocionais - como o estresse - resultam em consequências diretas para a pele. E esses efeitos podem ser diversos. "Ele pode causar uma infinidade de problemas, desde o envelhecimento cutâneo até doenças crônicas como vitiligo e psoríase. O estresse influencia mais no aumento da oleosidade da pele que o ressecamento, provocando ‘caspa’ e dermatite seborréia na face", alerta a médica.

A médica Silvia Zimbres, da clínica Doux Dermatologia, em São Paulo, explica que o estresse provoca intensas alterações no corpo, principalmente hormonais, além da geração de radicais livres (estresse oxidativo). "Com isso, propicia o surgimento de rugas mais precocemente (pela alteração do colágeno), manchas e acne (pelas alterações hormonais)", afirma. "Há ainda outras doenças de pele causadas por um grave distúrbio emocional, como a escoriação neurótica e a dermatite factícia (autoflagelação), por exemplo, em que as lesões são produzidas pelo próprio paciente", relata.

A notícia boa é que todas essas doenças têm tratamento e as duas médicas indicam a necessidade de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, quando identificada uma possível causa emocional. Silvia, que também é membro efetivo da "International Academy of Cosmetic Dermatology" (Academia Internacional de Dermatologia Cosmética), ainda ressalta que quando o paciente apresenta um caso grave de escoriação neurótica, o uso de medicamentos psiquiátricos pode ser prescrito pelo próprio médico dermatologista.

Que o estresse é recorrente em quase todas as pessoas todo mundo sabe. A diferença é que algumas delas sabem administrar os sentimentos e não sofrem tanto quanto outras que não conseguem controlar. "O ideal é ter uma boa alimentação, praticar esportes, procurar ser feliz. Sem esquecer-se de abusar do protetor solar", recomenda Sheila.


O bem estar físico - incluindo a pele - está intimamente ligado com o bem estar mental. Ou seja, qualquer atividade, seja ela física ou mesmo intelectual, pode contribuir e muito para a saúde do corpo como um todo. "Vale tudo: natação, yoga, pintura, meditação, boxe, escalada ou qualquer coisa que proporcione prazer", finaliza Silvia.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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