O melhor peeling para o seu problema de pele

Entenda se você precisa de esfoliação caseira, ácidos ou peeling de diamante
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peeling tipo de pele

Existem diversos tipos de peeling para vários problemas de pele. Foto: Shutterstock

Fazer um peeling na pele é descamá-la com o objetivo de retirar as células envelhecidas e mortas, que já sofreram a ação do tempo e não estão mais trabalhando como deveriam, por isso o tratamento é eficaz para remover manchas, cicatrizes da acne e combater a oleosidade excessiva. 

Há também os peelings que estimulam a produção de colágeno, que são os mais indicados para tratar rugas superficiais e flacidez. O procedimento é realizado principalmente no rosto, mas colo, pescoço e mãos também podem ser submetidos ao tratamento. A principal vantagem da técnica está na melhora da aparência da pele, que ganha viço e brilho. Mas para cada problema de pele existe um tipo de peeling mais indicado.


A dermatologista Inaê Cavalcanti, da DOM Medicina, explica que existem peelings químicos e peelings físicos. A diferença entre esses dois tipos é a forma como é feita a descamação da pele. Os químicos são feitos com ácidos e os físicos realizam uma espécie de lixamento em contato com a pele. Entre os peelings físicos estão a esfoliação caseira, o peeling de cristal e o de diamante. Já para os peelings químicos são usados ácidos como o retinoico e o salicílico.

A dermatologista Silvia Zimbres, da Doux Dermatologia, explica que qualquer pessoa pode fazer peelings, mas sempre com a intensidade adequada, no caso dos peelings físicos, ou concentração correta dos ácidos, no caso dos químicos. Para cada caso existe uma possibilidade. Confira a seguir qual é o peeling mais recomendado para o seu problema de pele.

Pele sem brilho

Sua pele está com aspecto cansado, sem brilho ou sem viço, mas não tem nenhum problema mais importante, como acne ou oleosidade? A dermatologista Inaê explica que esse problema acontece quando a camada de células envelhecidas já está muito espessa. Para controlar o problema a dermatologista recomenda a esfoliação em casa, com sabonetes esfoliantes específicos para o rosto. “A esfoliação em casa pode ser feita no máximo duas vezes por semana, caso a frequência seja maior a pele pode acabar ficando muito sensível”, explica. Essa é uma boa pedida principalmente para mulheres que já passaram dos 35 anos: “aos 20 anos, a renovação celular é feita naturalmente a cada 28 dias – após os 35 ela pode demorar até 45 dias para acontecer”, conta Inaê.

Pele oleosa

A dermatologista Silvia Zimbres, explica que a melhor opção para peles oleosas é o peeling químico à base de ácido salicílico. Essa substância é especialmente eficaz na regulação da produção de oleosidade pelas glândulas sebáceas da pele. O ácido salicílico também é muito utilizado pela sua ação queratolítica, ou seja, ele promove afinamento da pele, aliviando cicatrizes e rugosidades. O peeling com ácido salicílico gera ardor leve na aplicação, mas é bastante seguro para qualquer tipo de pele. “Como qualquer substância irritativa, o uso do ácido salicílico deve ser monitorado para evitar traumatizar a pele”, recomenda Silvia. “Deve-se monitorar também a associação com outros produtos irritantes”. Esse tipo de peeling pode ser feito uma vez por semana, a cada 15 dias ou de acordo com a recomendação médica.

Pele com cravos

“O ácido retinoico (também chamado de tretinoína ou de vitamina A ácida) é considerado padrão ouro no tratamento da acne grau 1, que apresenta-se como cravos inflamados”, explica Inaê Cavalcanti. “Por suas propriedades de afinar a pele e por aumentar a renovação celular, pode realmente produzir resultados terapêuticos excelentes”. Por causar danos ao feto durante a gestação, o ácido retinoico é um medicamento que precisa de receita médica, é encontrado em produtos em concentrações desde 0,01 até 0,1%. Pode ser preparado em formulações manipuladas receitadas pelo especialista nas mais diversas concentrações e utilizado no consultório para peelings químicos até 5%. O peeling com ácido retinoico é praticamente indolor e tem ótima aceitabilidade pelos pacientes. “Ele pode ser combinado com peelings físicos, como o peeling de cristal e o peeling de diamante, para que seus efeitos sejam otimizados”, explica Silvia. O uso do ácido retinoico deve ser monitorado para evitar traumas à pele. Deve-se monitorar também a associação com outros produtos também irritantes. Pelo seu efeito de afinar a pele, torna-a mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta. Recomenda-se evitar exposição excessiva ao sol. A frequência do peeling deve ser de 15 em 15 dias ou de acordo com a recomendação médica, porém o uso do medicamento em casa pode ser diário, conforme a indicação do especialista.

Pele com acne

“A pele com acne pode ter bons resultados com o peeling de jessner”, recomenda a dermatologista Silvia. A solução de jessner associa ácido salicílico, ácido lático e resorcina. O ácido salicílico ajudará no controle da oleosidade, além de ter ação queratolítica, afinando a pele e amenizando a aparência da acne; a resorcina é um eficiente antisséptico, ou seja, impede a proliferação das bactérias na pele; o ácido lático, por sua vez, ajuda na esfoliação da pele. A dermatologista Inaê explica que essa solução pode ser usada em acnes de todos os graus, mas sempre com indicação médica e com frequência também determinada pelo médico. Esse tipo de peeling é considerado superficial, ou seja, remove apenas a epiderme, camada mais externa da pele, portanto os cuidados são mais simples. A indicação é evitar exposição solar e usar filtro solar com FPS mínimo de 30 e preferencialmente físico, que penetra menos na pele, reduzindo as chances de irritação e ardor.

Pele com cicatrizes de acne

O peeling químico também pode ajudar a amenizar cicatrizes de acne, mas nesse caso os efeitos devem ser mais profundos, uma vez que as cicatrizes da acne são também mais profundas, originadas na derme, a segunda camada da pele. Nesse caso, a indicação é o peeling com ácido tricloroacético 30% ou com fenol (fórmula de Baker). Esses dois peelings retiram toda a epiderme – a camada externa da pele – e agem profundamente na derme, amenizando bastante a cicatriz de acne. Nesse caso, será preciso ficar de três a sete dias em casa, pois a pele estará muito sensível. Durante esse período devem ser usados produtos cicatrizantes recomendados pelo médico e protetor solar físico, que, por reagir menos com a pele, tem menos chances de causar irritação ou ardor.

Pele com fotoenvelhecimento

Existem dois tipos de envelhecimento da pele: o cronológico, causado pela ação natural do tempo, e o fotoenvelhecimento, causado pela ação de fatores ambientais, principalmente a radiação ultravioleta do sol. Ao penetrar na pele, os raios UV atingem a derme profunda, causando danos ao colágeno que resultam em flacidez, manchas, rugas e textura mais áspera da pele. Para tratar o fotoenvelhecimento severo é necessário que seja feito um peeling químico mais profundo, que vai agir até a derme profunda, camada em que penetram os raios UV. O peeling com ácido tricloroacético 30% ou fenol retira quimicamente as camadas envelhecidas pela ação do sol – epiderme, derme superficial e parte da derme profunda – e estimula a formação de uma pele nova. Com isso, haverá a produção de colágeno novo, que tomará o lugar do colágeno danificado, em consequência haverá melhora da flacidez e do tônus da pele, além de melhora sutil das rugas. A descamação da pele ajudará a disfarçar discretamente as manchas mais profundas, enquanto as sardas, que são mais superficiais, podem melhorar significativamente. A renovação celular melhorará a textura da pele. Vale lembrar que os cuidados após a aplicação desse tipo de peeling, mais profundo, são indispensáveis: use os produtos cicatrizantes recomendados pelo médico, filtro solar químico – que causa menos irritação e ardor - e fique de três a sete dias de repouso em casa.

Pele ressecada

Uma boa opção para quem tem pele ressecada e precisa de hidratação é associar um peeling físico, como o peeling de cristal ou diamante, à aplicação de cosmético com ácido hialurônico. “O ácido hialurônico age atraindo moléculas de água para perto dele, daí a ação hidratante”, explica a dermatologista Inaê. No entanto, para que ele faça efeito, é necessário que suas moléculas sejam de baixo peso molecular, portanto capazes de atravessar a barreira da pele. A remoção da camada superficial da pele permite que ele aja ainda mais profundamente na pele, otimizando os resultados. O tratamento com ácido hialurônico deve ser acompanhado de proteção solar com FPS mínimo de 30 com reaplicação de duas em duas horas.

Pele com manchas

A dermatologista Silvia explica que no caso das manchas de pele mais profundas, chamadas de melasmas, existem opções que podem ser mais eficientes que o peeling, como o laser ou o uso diário de ácidos clareadores, por exemplo. Mas para as sardas e melanoses, manchas localizadas na camada mais superficial da pele, o peeling físico é uma boa opção. O ideal é que o peeling de diamante ou de cristal remova toda a epiderme, chegando até a derme superficial, clareando as manchas.

Pele com rugas

As rugas finas são marcas mais profundas e por isso têm um benefício discreto com o uso do peeling. O benefício ocorre principalmente quando, junto ao peeling, é feito uso de cosméticos que agem suavizando as linhas de expressão, como o retinol e as vitaminas A e C.

Pele com flacidez

A esfoliação promovida pelo peeling estimula a produção de colágeno, a principal proteína responsável por dar forma, estrutura e sustentação à pele. Logo após um peeling físico leve, como o peeling de cristal, a pele fica mais viçosa e firme. No entanto, em casos de flacidez mais pronunciada o peeling terá resultado muito discreto. Também é importante diferenciar a flacidez da pele da flacidez muscular, caso em que o peeling não trará qualquer benefício.

Por Jessica Moraes  

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