Estudo mostra relação entre beleza e carreira bem sucedida

Estudo mostra relação entre beleza e carreira bem

Mariana Weickert. Foto: divulgação/ Dudalina

Agora está formalmente comprovado: a beleza interfere na carreira e até no desempenho de grande parte das executivas brasileiras. Pelo menos é o que sugere o estudo "Beleza e carreira no Brasil - O significado da beleza para as jovens executivas e seu papel no mercado de trabalho", da executiva de Marketing Juliana Penha Gomes, aluna de Mestrado da Fundação Getúlio Vargas, com orientação do professor Marcos Cobra.

A autora entrevistou mulheres de 32 a 37 anos e recrutadores, e estudou a literatura sobre identidade feminina e comportamento de consumo antes de concluir seu trabalho. De acordo com as análises, o crescimento salarial resultante de promoções e aumentos é mais rápido entre os considerados belos. Os "feios" ganham menos que os "bonitos", em média.

As conclusões fazem sentido se pensarmos nos fatores apontados como responsáveis pela diferença entre salários de pessoas vistas como menos ou mais atraentes: autoconfiança, percepção de competência e maior sociabilidade. Esses requisitos são mais facilmente preenchidos se o profissional sente que tem uma boa aparência, especialmente quando falamos em mulheres.

Como as moças latinas são muito vaidosas em geral, provocam uma mudança no ambiente. "Isto influencia também o mercado de cosméticos, que vem crescendo dois dígitos consistentemente nos últimos anos", observa Juliana.

Para ela, a confiança associada à beleza cria a (falsa) crença que estes funcionários são mais competentes que os demais. "Funcionários mais bonitos geralmente são mais comunicativos e sociáveis e esta interação impacta positivamente seus salários".

Como era de se esperar, além de interferir no comportamento da profissional, a beleza também conta na avaliação das pessoas que a cercam, sejam chefes, recrutadores, colegas de trabalho ou clientes. "A verdade é que a beleza chega a ser quase exigida da profissional brasileira, pois está relacionada à sua competência e desempenho", afirma a executiva de Marketing.

Claro que a autora do estudo não se refere à beleza inata, e sim a um conjunto de fatores estéticos, comportamentais e físicos como aparência, elegância, simpatia, carisma, bom humor e segurança. Caso contrário, o sucesso da carreira poderia ser determinado por fatores naturais, o que não é verdade. No entanto, é fato que uma executiva bem arrumada é mais bem vista que uma que não cuide minimamente da aparência.

Esse cuidado é facilmente relacionado à limpeza, postura e organização - e está impregnado em nossa cultura. "Existe um estereótipo da executiva bem sucedida profissionalmente, que contempla características físicas e comportamentais. De modo geral, as executivas brasileiras se cuidam, investem em roupa e acessórios requintados e clássicos, são arrumadas, bem vestidas e demonstram segurança e autoconfiança" fala Juliana. Tal estereótipo ficou explícito em seu trabalho.


A beleza não garante o sucesso de ninguém, mas se sentir bonita pode deixar a pessoa mais bem disposta e abrir muitas portas também na área profissional.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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