Cuidados com testa e pálpebras

Cuidado com testa e pálpebras

Entre as áreas que denunciam a ação dos anos, a região dos olhos são as mais perceptíveis. Basta uma ruga na testa ou o primeiro sinal de flacidez das pálpebras para que essas regiões interfiram na beleza do rosto, deixando que o ar cansado tome conta do semblante. Então, saber como evitar que elas apareçam - ou pelo menos retardar o surgimento - pode ajudar você a manter a amizade com o espelho.

A dermatologista Marjorie Melo, de São Paulo, explica que as rugas são causadas por movimentos repetitivos e contração de delicados músculos debaixo da pele, toda vez que se ri, fala ou se franze a testa. "Quanto mais se contrai esses músculos, mais intensas e profundas as rugas se apresentarão", esclarece. "As mulheres que fazem muita careta devem se policiar na medida do possível. O hábito de dormir com a barriga para cima evitando marcar a pele é bem vindo também".

Para estas áreas super expostas e tão delicadas, ela indica tratamentos estéticos específicos, que proporcionam resultados significativos. "Para eliminar as rugas da testa, podemos destacar a aplicação da toxina botulínica. O uso desta substância age na musculatura inibindo os movimentos repetitivos", destaca. O botox, no entanto, não funciona bem para mulheres que tem um excesso de pele na pálpebra. Ao inibir essa musculatura, a sobra de pele pode ficar mais evidente, dando uma sensação de peso. Uma opção pode ser o Pixel, um laser Erbium fracionado que age nas rugas superficiais,estimulando o colágeno. A cirurgia plástica, conhecida como blefaroplastia, também para retirar esse excesso.

"O tratamento para o levantamento das sobrancelhas também pode ser realizado com a aplicação da toxina botulínica, que inibe a movimentação dos músculos depressores da região frontal e, muitas vezes, com um ponto na cauda da sobrancelha", completa Marjorie. Ela é membro da Sociedade Brasileira e da Academia Americana de Dermatologia. Na lateral dos olhos, para as rugas estáticas, o preenchimento com ácido hialurônico, em associação com a toxina botulínica, pode ser uma opção.

Mas é preciso lembrar que cada rosto tem um limite de quantidade de aplicações e é preciso cuidado para não deixá-lo com aquela expressão assustada, artificial. "Nesse momento, entra em jogo a experiência do dermatologista, que avaliará junto com o paciente a quantidade de pontos a serem aplicados para que o resultado atinja ou supere as expectativas". Segundo ela, não existe ainda idade mínima recomendada para o início das aplicações, mas é preciso bom senso.

Vale destacar ainda que gestantes ou mulheres em fase de amamentação devem evitar a toxina botulínica, assim como os portadores de doenças neurológicas. "O Pixel também não deve ser feito em gestantes e em pessoas bronzeadas ou que ainda estão tomando sol", lembra Marjorie. O custo, tanto da aplicação da toxina quanto do ácido custa em torno de R$ 1.200 a sessão. "A toxina é feita em uma única sessão e o preenchimento com ácido hialurônico varia, pode ser feito 2 e 3 sessões, com intervalo de um mês", calcula. Em geral, a aplicação da toxina botulínica dura de três a seis meses. "Para repetir a sessão o intervalo deve ser de, no mínimo, quatro meses. Já o preenchimento dura quase um ano e pode ser repetido quando necessário".

Mas o cuidado em casa, também é fundamental para o cuidado da pele. "Devemos sempre usar cremes no contorno dos olhos que estimulem o colágeno, com ativos como o matrixyl, os neuropeptídeos ou o silicium P. Esse último é um ativo novo, à base de silício orgânico", sugere a médica.


O ideal é começar a cuidar da pele do rosto desde a infância, com o uso regular de filtro solar. "Com 25 anos, em especial, as mulheres devem iniciar um creme preventivo anti-rugas no contorno dos olhos", diz Marjorie. Cremes para prevenção, uso de óculos escuros, principalmente para quem tem olhos claros, e uma dieta rica em proteína também podem ajudar a manter a beleza dos traços. Maus hábitos como o fumo - que prejudicam a circulação e com isso a nutrição dos tecidos - também devem ser evitados.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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