Maquiagem definitiva

Quem gosta de ficar sempre com a maquiagem em dia sem dúvida pode ser adepta da maquiagem definitiva (dermopigmentação). A técnica é uma opção prática de maquiagem que facilita o dia-a-dia da mulher moderna e resolve alguns ‘probleminhas’ estéticos. "O procedimento consiste em introduzir pigmentos na parte mais profunda da derme, a segunda camada da pele. Essas substâncias são especiais, de composição orgânica ou inorgânica, hipoalergênicas e de origem vegetal ou mineral. A aplicação é feita por meio de um aparelho chamado dermógrafo", explica a dermopigmentadora Elizabete Kunert, de São Paulo.

Para executá-la, o profissional primeiro faz a maquiagem removível, com o objetivo de definir no próprio rosto um "esboço" daquilo que será pigmentado. "Isso garante que a permanente tenha um contorno harmonioso e natural. Para evitar contaminações são utilizadas agulhas, luvas e máscaras descartáveis, e as sobras de pigmentos também são descartáveis", afirma a especialista.

Essa era uma das preocupações da massagista Milena Bruno, 28 anos, adepta do procedimento. "Desde pequena eu gosto de maquiagem. Pensei em fazer várias vezes, mas ficava com medo do meu rosto ficar marcado e de pegar alguma doença por vaidade. Hoje estou muito satisfeita", festeja

A maneira como o pigmento é aplicado também é importante. Cada região da pele exige tipo e quantidade de perfuração específicos. "Em alguns casos, depois da primeira aplicação a cor precisa ser retocada, o que só pode ser feito depois de 30 dias", diz Mary Nakano.

Chegando ao resultado satisfatório, a manutenção da maquiagem somente será feita a cada três ou quatro anos, dependendo dos hábitos da pessoa - com que freqüência vai à piscina, expõe-se ao sol ou utiliza-se de cosméticos à base de ácidos, por exemplo.

Cuidados

Um dos principais problemas da maquiagem definitiva é a mistura certa das cores para cada tipo de pele. "Para a pele mais escura, todo cuidado é pouco quando se trata de pigmentos com base azul, pois ao reagir com a melanina, a tendência é ficar tudo com essa cor", alerta Mary Nakano.


A formação de quelóides (manifestação exagerada na cicatrização de lesões na pele) também pode ocorrer, apesar de a região do rosto ter menos tendência a esse tipo de problema. Portanto, a especialista recomenda que seja feito um teste em algum ponto não visível, para verificar como a pele reage à cicatrização.

Mary Nakano também aconselha as mulheres interessadas a estarem convictas quanto ao desejo de se submeterem a dermopigmentação. "Certifique-se de que não vai mudar de idéia depois. Isso porque para retirar o pigmento, apenas as cirurgias a laser ou a aplicação de gel alcalino podem resolver", conclui.

Fonte - MBPress

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