Maquiagem de cinema

Maquiagem de cinema

A maquiagem de Meryl Streep como Margaerth Tatcher, em “A Dama de Ferro”, ficou tão perfeita que o diretor Phyllida Lloyd levou o prêmio de melhor maquiagem. Foto IMDB

O cinema caiu no gosto de todo o planeta. A cada ano a sétima arte se reinventa e cria mecanismos para chegar ainda mais próximo à realidade. Uma parte importante desta produção é a maquiagem dos atores para compor seus personagens.

O importante é que a maquiagem ajude na introdução da dimensão que o filme causa no espectador. "Ela ajuda a levar o público para o universo do filme", afirma Armando Filho, mestre em Cinema pela Universidade Anhembi Morumbi e professor na mesma instituição.

O professor afirma que o close acaba por ampliar cada detalhe da face do ator, por este motivo a maquiagem deve ser exata e muito eficiente. A televisão também exige o cuidado com o traço e a naturalidade da face do ator, principalmente na era de imagem de alta definição. "No teatro não há essa necessidade, podemos usar algo grave, mais forte", opina Armando Filho. "O cinema exige muito cuidado com a época. Não podemos usar técnicas e produtos que não existiam em datas anteriores a que se passa a história", completa.

Maquiagem é uma parte tão importante na composição de um longa-metragem que se tornou categoria do Oscar, a mais importante premiação de cinema do mundo. Em 2011 o grande vencedor da disputa foi "O Lobisomem", do diretor Joe Johnston. Já em 2012 "A Dama de Ferro", do diretor Phyllida Lloyd, levou o prêmio da categoria.

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O professor ressalta que na minissérie Chiquinha Gonzaga foi usada uma prótese criada a partir do rosto da Regina Duarte, protagonista da atração. Foto: Reprodução

Truques e segredinhos

Você já pensou como são feitos aqueles efeitos que simulam cicatrizes ou rugas? O professor Armando Filho revela o segredo: "No cinema usamos látex para fazer um molde que dará forma ao que queremos reproduzir. Por exemplo, para fazer uma cicatriz no rosto fazemos o molde com látex e depois maquiamos de acordo com as necessidades. Após a gravação, o molde é retirado com cuidado e guardado para as próximas gravações, se houver necessidade."

No teatro pode ser usado o postiço, em látex, ou criar a ilusão por meio de traços. "Se for um personagem muito caracterizado ou fantasiado usamos o látex. Na minissérie "Chiquinha Gonzaga", foi usada uma prótese criada a partir do rosto da Regina Duarte, protagonista da atração", lembra o professor.


Ao ser questionado a qualidade deste trabalho executado no Brasil, Armando Filho responde: "O Brasil está muito adiantado, tem muitas obras compatível às internacionais. A indústria americana mantém o foco nisso e é consumida por todo o mundo."

O professor lembra que Hollywood usa largamente programas de computadores que auxiliam o maquiador e ressalta esse mecanismo está apenas começando a serem usado no Brasil.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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