Tratamentos para estrias

Tratamentos para estrias

Aquelas pequenas cicatrizes que marcam a pele da mulher (e dos homens) assusta principalmente pela dificuldade de tratamento e remoção. Se você cresceu rápido demais durante a puberdade ou ainda sofreu com o efeito sanfona, é batata, as estrias aparecem, brancas ou vermelhas, e dão um aspecto arrebentado à pele. Gravidez e até prática de esportes podem levar ao aparecimento das marquinhas.

Nos últimos anos, o tratamento a laser tem surgido com esperança para quem tem o corpo marcado pelas estrias. Segundo a dermatologista Shirlei Borelli, de São Paulo, o o laser fracionado de "Erbium-glass" e laser de CO2 são alguns dos tratamentos possíveis.

Eles produzem estímulo térmico sobre a estria para produção de colágeno, que ficam vermelhas a princípio e depois descamam levemente. Como o procedimento é fracionado, 75% da pele permanecem intactos, sem risco de agressão ou efeitos colaterais. Shirlei afirma ainda que esses procedimentos podem ser associados ao descolamento das estrias com uma agulha, estimulando, também, a produção de colágeno.

Essas técnicas podem ser aplicadas tanto em estrias avermelhadas (mais recentes), quanto em estrias esbranquiçadas (mais antigas). Mas, a médica ressalta que nas mais finas e avermelhadas os resultados são melhores.

Fábia Vasconcelos de Figueroa Valente, dermatologista em Pernambuco, explica que as em estrias vermelhas, o processo de lesão do tecido é mais recente, portanto, mais fácil de ser revertido. "Quanto mais recente, mais o metabolismo pode se manipulado por técnicas externas".

Além do laser, Fábia afirma que outras técnicas podem ser aplicadas nas estrias. Umas delas é a microesfoliação. O tratamento consiste em uma esfoliação profunda da pele até aparecer pontos de sangramento (chamados de orvalhos sangrantes). "Este procedimento estimula uma remodelação do tecido do colágeno, o que diminui a dimensão da estria", afirma a especialista. Segundo a médica, essa técnica é indicada para estrias recentes (avermelhadas) e pode ser complementada com técnicas como o laser, considerada mais agressiva.

Fábia afirma que o tratamento deve ser feito ao menos uma vez por semana, ou de 10 em 10 dias. "À medida que os resultados aparecem, vemos que outros métodos usar". Fábia garante que, após a 4ª sessão, já se pode notar os resultados.

Outra opção, apresentada no XXII Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, realizado em abril, no Rio de Janeiro, são as agulhas de Ranulfo, que levam esse nome por conta do médico que a desenvolveu, Rogério Tércio Ranulfo e fazem um descolamento mais rápido e eficiente das estrias. "O princípio da técnica é o mesmo da subcisão, o trauma do tecido como fator precipitante da reparação. Porém, os planos são distintos. Na subcisão, realizamos o trauma no subcutâneo, camada mais profunda da pele; na transcisão, o trauma é realizado na derme, camada intermediária da pele e local das alterações mais importantes nas estrias. Se fizermos uma subcisão nas estrias certamente não teremos resultado".

Essa transcisão deve ser feita em sala de cirurgia ambulatorial e trata-se de um procedimento invasivo. Após anestesia, é realizado o corte ao longo das estrias com a agulha Ranulfo, no plano intermediário da pele, a derme, nos vários sentidos. "O grau do trauma definirá a resposta do tecido", explica o médico. A boa nova é que essa técnica é boa também para as estrias brancas e antigas, dependendo apenas da largura das estrias. "De até 5 mm, somente o laser será suficiente. Acima disso, faz a transcisão com laser em seguida". O preço do procedimento depende da extensão da área, que custa a partir de R$ 350 (para uma área de 10x10 cm).


O ideal, no entanto, é lutar pela prevenção das marquinhas. Ficar atenta ao ganho ou perda de peso rápido ajuda a evitar que as estrias apareçam, principalmente em adolescentes e gestantes. Hidratar a pele, com cremes que contenham ativos como retinol, óleo de semente de uva e de rosas ou ácido de frutas podem ser a poção mágica para que as estrias não surpreendam o seu corpo.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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