Quando a cirurgia plástica não resolve?

Quando a cirurgia plástica não resolve

Barriga tanquinho de Fernanda Lima/Foto arquivo MBPress

Tudo bem que a plástica tenha virado moda nos últimos anos, especialmente entre brasileiros. Mas o que muita gente não sabe é que nem sempre essas operações resolvem o problema do paciente. Existem supostos profissionais da área prometendo o que não podem cumprir.

Por exemplo: você já ouviu falar em plástica para "criar" uma barriga de tanquinho? E para fazer covinhas ou lipoaspiração nos tornozelos? Pois saiba que esses procedimentos não deveriam nem ser realizados. "Não existe cirurgia para deixar os músculos da barriga marcados, simulando anos de abdominais", alerta o cirurgião plástico Gustavo Merheb.

O especialista lembra que, antes de qualquer operação, deve haver uma conversa esclarecedora entre o cirurgião e a pessoa que terá parte do corpo modificada. "Uma etapa muito importante na interação pré-operatório entre médico e paciente é justamente o momento de tirar dúvidas e adequar expectativas, as quais devem ser alcançáveis e reais, nunca exageradas", afirma. "Com certeza, grande parte dos pacientes, leigos, chegam ao consultório cheios de falsas expectativas e com idéias que podem não corresponder à verdade em relação ao que será proposto", completa.

Na verdade, os cuidados para não cair nas mãos de maus profissionais começam antes mesmo da conversa sobre a cirurgia. Mesmo que um médico tenha sido indicado por uma pessoa de confiança, é interessante levantar dados e checar as qualificações dele no site oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Feito isso e confirmadas as atribuições do cirurgião plástico, vale pensar se a operação realmente compensa, pesquisar e esclarecer dúvidas. Assim, há grandes chances de o resultado ser satisfatório. "Cirurgias plásticas que não resolvem o problema dos pacientes simplesmente não existem. Existem, sim, cirurgias plásticas mal indicadas, ou por causa de erros de avaliação no momento do diagnóstico do problema ou por complacência por parte do médico", declara Merheb.

Ele cita como exemplo uma paciente com os seios "caídos". A indicação correta nesse caso seria retirar pele - através da chamada mastopexia -, gerando uma cicatriz e inserindo ou não uma prótese de silicone. Mas, caso a mulher não aceite ficar com a cicatriz, o médico poderia oferecer uma opção (equivocada): colocar uma prótese bem grande, afirmando que isso basta para levantar as mamas. E qual seria o resultado desse procedimento? Uma paciente insatisfeita, sempre com aparência de uma pessoa acima do peso.


Então, muita atenção na hora de optar por uma cirurgia plástica e escolher o profissional que irá realizá-la. Se a operação não for indicada corretamente ou for mal feita, o sonho de melhorar uma parte do corpo pode se transformar num imenso pesadelo!

Por Priscilla Nery (MBPress)

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